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Calcio: morte do jogador gera investigação sobre atraso da ambulância

A morte de Piermario Morosini, jogador da segunda divisão do Campeonato Italiano, durante um jogo, Sábado, desencadeou investigações sobre o atraso na chegada da ambulância.

O meio-campista de 25 anos do Livorno sofreu uma parada cardíaca aos 31 minutos da partida contra o Pescara.

Depois da notícia da sua morte, a federação de futebol da Itália adiou todas as partidas profissionais do final de semana. Ainda não se estabeleceu nova data para os jogos da primeira divisão.

A ambulância atrasou três minutos fora do estádio do Pescara porque um carro da polícia estava estacionado diante da passagem de emergência. Os fiscais do estádio foram obrigados a quebrar o vidro do veículo, colocarem-lhe na marcha neutra e tirarem-lhe do caminho.

Luigi Albore Mascia, prefeito de Pescara, anunciou uma investigação interna para descobrir quem foi o responsável e disse que o inquérito estará finalizado até o início da Segunda-feira.

Da noite para o dia, a polícia da cidade foi retirada das ruas e substituída por membros da polícia federal pelo temor de serem alvos de adeptos revoltados, disse Carlo Maggitti, comandante municipal da polícia.

Valentina D’Agostino, promotora de Pescara, também está a investigar o atraso. Os médicos presentes à cena deram a entender que três minutos provavelmente não teriam alterado o trágico desfecho.

“Tudo o que podia ser feito foi feito”, disse Ernesto Sabatini, um dos médicos que trataram Morosini, à agência de notícias Ansa. “Fui um dos primeiros no gramado, e quando cheguei ele já estava rijo”.

Os médicos disseram que o coração de Morosini parou quando ele estava no campo, mas uma autópsia deve ser realizada, Segunda-feira, para determinar a causa da morte.

Piero Gnudi, ministro do Deporto e do Turismo italiano, declarou à TV estatal, no final do Sábado, que estudará se o equipamento médico sofisticado, incluindo os desfibriladores, deveria de facto estar disponível em todos os eventos desportivos profissionais.

Centenas de adeptos do Livorno visitaram o estádio, este Domingo, e deixaram flores e echarpes da equipe sob um cartaz que dizia: “Lutaste até ao fim, adeus grande Moro”. Muitos disseram que a camisa 25 que ele usava deveria ser aposentada.

Morosini já conhecia a tragédia. Ele perdeu os pais quando era adolescente e um irmão seu cometeu suicídio, relataram os jornais. Ele actuou também na Udinese, entre outros clubes, e na selecção italiana sub-21.

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