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Moradores do bairro FPLM negam nova esquina da morte

Moradores do bairro FPLM negam nova esquina da morte

Os moradores do bairro suburbano, Forças Populares de Libertação de Moçambique, nos aredores da Cidade de Maputo, reúnem-se, desde noite da Sexta-feira, em greve, recusando a materialização do projecto de construção de um armazém num lugar considerado impróprio.

A materialização do projecto em alusão significa fechar a última entrada principal do bairro FPLM depois de tantas outras terem sido fechadas por projectos de igual género, deixando apenas becos que medem alguns centímetros de largura, não permitindo nem a passagem de uma motorizada.

Segundo os grevistas, maioritariamente jovens, as ruas principais que dão acesso ao bairro Forças Populares de Libertação de Moçambique foram reduzidas a becos que de noite são econderijos para assaltantes, assassinos e violadores de mulheres. “Isto é mais uma esquina da morte” – dizem.

Uma vez que a implantação do armazém, cujas obras avançaram, cobre um espaço que servia de campo aos jovens amadores de futebol e a única rua mais larga por onde os residentes do bairro em alusão metem as suas viaturas, os manifestantes ousaram, na noite da Sexta-feira, queimar as demarcações de materiais convencionais improvisadas pelos encarregados das obras.

Na na manhã deste Sábado, numa nova concentração dos manifestantes, depois de várias tentativas de conversa com o secretário do bairro que, Segundo os manifestantes, recusa-se a dar a sua palavra, foi vandalizado o espaço das obras, removido o material de construção e destruída parte das paredes erguidas em prol do avanço do projecto.

Refira-se que o bairro Forças Populares de Libertação de Moçambique tinha sido projectado, pelo governo de Samora Machel, para uma futura zona industrial. Projecto que, frustrado pela Guerra dos 16 anos, cessou para dar lugar aos fugitivos vindos das zonas abrangidas pelos “bandidos armados” da Resistência Nacional de Moçambique e aos desmobilizados de Guerra, o que lhe confere o título de um bairro histórico, à semelhança de tantos outros.

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