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Moçambola: Maxaquene é o novo líder do certame

Decorreu, no passado fim-de-semana (11 e 12), a oitava jornada do Campeonato Nacional de Futebol, o Moçambola, edição 2013. O destaque desta ronda vai, sem dúvidas, para a equipa campeã nacional em título, o Maxaquene, que ascendeu ao topo da tabela classifi cativa mercê da vitória diante do HCB de Songo, por 2 a 1.

À entrada desta ronda, o HCB de Songo assumia a primeira posição do certame, enquanto o Maxaquene estava na segunda, o que, de uma forma, ou de outra, fez com que a partida se tornasse de capital importância, visto que estava em disputa o topo da tabela classificativa.

O Maxaquene, que jogava em casa e diante do seu público no Estádio Nacional do Zimpeto, logo depois do apito inicial do árbitro assumiu o comando do jogo, atrás de golo. Obrigou, também, o HCB de Songo a encolher-se na sua zona central que sai somente em contra-ataque.

A primeira oportunidade de golo pertenceu à equipa tricolor, volvidos nove minutos, quando o malawiano Chikwepo, vendo um obstáculo à penetração da zona central contrária, desferiu um remate de longe com a bola a passar ao lado da baliza dos visitantes. O Maxaquene continuou a procurar caminhos para chegar ao tento e, numa jogada ofensiva de insistência, o esférico caiu no interior da área do HCB, faltando pontaria a Kito que atirou para fora.

A resposta do HCB surgiu ao minuto 13 quando, numa jogada rápida de contra-ataque, Nicholas teve a oportunidade de violar as redes do Maxaquene, enviando o esférico para lá das quatro linhas. A equipa tricolor não se deixou abalar e continuou a fazer o seu jogo, ainda que desprotegido na zona central devido às corajosas subidas de linha.

Volvidos 19 minutos, num lance espectacular, Kito, na condução duma jogada de ataque pelo flanco direito, apercebeu-se do desequilíbrio da equipa adversária na sua zona recuada e, ao fazer um cruzamento, o esférico tabelou mal na relva natural do Zimpeto, fazendo com que o HCB de Songo ganhasse um pontapé de baliza. Numa jogada similar, mas no sentido contrário, o extremo do HCB, Jacob, depois de fintar o defesa tricolor Calima, centrou para Zuma que tocou mal na bola, aparecendo o guarda-redes Acácio a dar por terminado o perigo.

A partir desse instante, a equipa visitante descobriu que, jogando encostada nos flancos, sobretudo do lado direito, era possível contrariar a onda ofensiva tricolor. Aliás, ao minuto 26, em jogada de contra-ataque do HCB em que o esférico “peregrinou” para o campo contrário pela linha lateral direita, Jacob respondeu positivamente a um cruzamento, introduzindo a bola no fundo das malhas.

Foi um golpe terrível para os tricolores que, mesmo antes de se refazerem da contrariedade, viram o mesmo Jacob a rematar para uma defesa espectacular de Acácio, transcorrido o minuto 28. Os campeões nacionais só acordaram no segundo e último minuto de compensação quando Kito, aproveitando-se de alguma distracção dos centrais contrários que naquela altura clamavam pelo intervalo, restabeleceu a igualdade no marcador.

Uma segunda parte autenticamente tricolor

No reatamento, o Maxaquene voltou à “campeão” e deu a entender que havia encontrado o mesmo caminho que no ano passado o levou a carregar o troféu. Não se conformou com o empate e apresentou a mesma característica ofensiva do início da primeira parte.

Jogou, fez correr o adversário, atacou mas, por anuência sua, admitiu que o HCB de Songo pudesse, à medida que sofria um ataque, jogar em contra-ataque. E o primeiro lance verdadeiramente de perigo pertenceu ao Maxaquene, por intermédio de Macamito que, à passagem do minuto 65, rematou de longe com a bola a ganhar altura passando por cima da baliza.

Ao minuto 74, Kito após uma tabelinha com Eboh, centrou o esférico para o malawiano Chikwepo que, dentro da grande área, fez a reviravolta no marcador ao estabelecer o 2 a 1 favorável aos caseiros. E com o golo, o HCB arriscou com todas as suas armas no jogo ofensivo, encurralando o adversário no seu próprio campo, obrigando-o a que, quer o guarda-redes Acácio, quer os centrais tricolores, por diversas vezes fossem chamados a manter o resultado que colocou o Maxaquene no topo da tabela classificativa.

Johane silencia o Estádio da Machava

No sábado (11), em jogo de arranque da jornada oito, o Ferroviário de Maputo recebeu, no mítico Estádio da Machava, o Clube de Chibuto, equipa representante da província de Gaza no Moçambola, e que vinha à procura da sua primeira vitória naquele relvado sintético.

O jogo arrancou com o gazenses a contrariem todas as expectativas, assumindo as rédeas do jogo o que fez com que, volvidos seis minutos, Stanley desse o primeiro aviso à baliza de Germano, guarda-redes da locomotiva. Cinco minutos mais tarde, na sequência de um pontapé de canto, o mesmo guarda-redes voltou a estar no centro das atenções ao protagonizar uma defesa incompleta, deixando o esférico escapar para o pé de Stanley, que atirou por cima da baliza.

Ao décimo segundo minuto, a vez foi de Lalá tentar a sua vez, rematando forte contra o corpo do central Nhabombe. A resposta da equipa da casa deu-se ao minuto 14, quando Luís recebeu a bola na zona do meio campo, ganhou terreno até invadir a grande área contrária, centrando para Diogo que falhou no desvio para o fundo das malhas.

O Ferroviário de Maputo não conseguiu encontrar-se no campo e, até ao minuto 45, entre assobios e vaias contra a sua equipa técnica por parte do público, podia ter sofrido dois golos, primeiro ao minuto 30 quando Mambucho, dentro da grande área, serviu Lalá, com este último a chegar atrasado no lance. A outra jogada deu-se minutos mais tarde com a mesma marca, ou seja, Mambucho, que perto do seu meio-campo desferiu um remate para a defesa apertada de Germano.

Na segunda parte, as coisas mudaram totalmente de rumo e o Ferroviário de Maputo entrou com o objectivo firme de marcar golos. Mas o clube de Chibuto não cruzou os braços e arriscou também nas investidas ofensivas, ainda que limitado a jogar em contra-ataque. No primeiro minuto desta etapa complementar, Diogo fez um cruzamento com a bola a voar para Inocent que, por sua vez, cabeceou ao lado da baliza.

A resposta da equipa de Chibuto surgiu 11 minutos mais tarde, numa jogada de bola parada, em que Duda, na cobrança de um livre, colocou o esférico na confusão da grande área, com Lalá a amortizar para Johane que atirou por cima. O jogo prosseguiu como um autêntico “mata-mata” que só surtiu efeito ao minuto 70, num lance de contra-ataque rápido, em que Inocent fez um passe a isolar Diogo, que, só com o guarda-redes pela frente, rematou para o poste, antes de ganhar a recarga para o golo.

Quando tudo indicava que o Ferroviário de Maputo ia ficar com os três pontos, eis que, no quarto e último minuto de compensação, Johane, num lance individual, recuperou a bola na zona intermediária, arriscou pela vertical passando por dois centrais antes de desferir um portentoso remate que só terminou no fundo das malhas. Foi um golo que, se fosse possível, deveria ser revisto várias vezes por tão bonito e fantástico que foi.

Quadro de resultados

8ª Jornada

Fer. de Nampula 0 x 1 Têctil de Púnguè

Maxaquene 2 x 1 HCB de Songo

Chingale de Tete 0 x 0 Matchedje

Estrela Vermelha 0 x 0 Liga Muçulmana

Fer. da Beira 1 x 1 Costa do Sol

Vilankulo FC 1 x 0 Desp. de Nacala

Fer. de Maputo 1 x 1 Clube de Chibuto

 

A classificação está assim ordenada:

Pos EQUIPA J V E D GM GS DG P
1 Maxaquene 7 5 0 2 8 5 3 15
2 HCB de Songo 8 4 2 2 10 6 4 14
3 Liga Muculmana 6 4 1 1 11 3 8 13
4 Costa do Sol 8 3 3 2 9 6 3 12
5 Desportivo de Nacala 8 3 3 2 4 3 1 12
6 Ferroviário da Beira 8 3 2 3 9 8 2 11
7 Chingale de Tete 8 3 2 3 5 5 0 11
8 Clube de Chibuto 8 3 2 3 9 12 -3 11
9 Têxtil de Púnguè 8 3 2 3 6 9 -3 11
10 Vilankulo FC 8 3 1 3 3 5 -2 10
11 Ferroviário de Maputo 8 2 3 3 6 7 -1 9
12 Estrela Vermelha 8 2 2 4 5 7 -2 8
13 Ferroviário de Nampula 8 2 2 4 5 8 -3 8
14 Matchedje 7 1 1 6 4 10 -6 4

 

PRÓXIMA JORNADA – 9ª

Fer. da Beira x Fer. de Nampula

Têxtil de Púnguè x Fer. de Maputo

Clube de Chibuto x Maxaquene

HCB de Songo x Chingale de Tete

Matchedje x Vilankulo FC

Desp. de Nacala x Estrela Vermelha

Costa do Sol x Liga Muçulmana

David Nhassengo

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