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Moçambique terá um Instituto de investigação de recursos hídricos

Num intervalo de dois anos, Moçambique terá um instituto superior virado para a investigação na área de recursos hídricos. A instituição terá como áreas de pesquisa a gestão de água, saneamento, resíduos sólidos, reassentamentos informais e respostas em relação ao impacto das cheias e secas.

Para a concretização deste projecto, estão reunidos, desde esta segunda-feira (06), em Maputo, investigadores africanos e europeus com o objectivo de discutir os mecanismos de implementação deste que é designado Instituto Gémeo da Universidade das Nações Unidas para Gestão Integrada de Fluxos, Materiais e Recursos (UNU-FLORES-Moçambique), bem como analisar as oportunidades que ele trará.

Inicialmente, o instituto irá funcionar nas instalações da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), e prevê-se que, numa primeira fase, a sua implantação venha custar um milhão de dólares. É de referir que a UNU-FLORES-Moçambique irá congregar não só pesquisadores Moçambicanos, mas de África e alguns da Europa.

Na abertura sobre “a criação do Instituto Gémeo do Instituto para a Gestão Integrada de Materiais, Fluxos e Recursos”, o ministro da Ciência e Tecnologia, Louis Pelembe, apontou que a UNU-Flores-Moçambique deve priorizar e realizar estudos concretos sobre questões e desafios da actualidade focalizando a busca de soluções. “Esperamos ver da UNU-Flores-Moçambique a emissão de opinião e pareceres independentes e cientificamente credíveis com base na evidência e no rigor científico, tendo em vista aconselhar o Governo, o Parlamento, a Indústria e a sociedade em geral sobre o caminho a seguir”, afirmou.

Do seminário que ora decorre, sairão contribuições que possam levar ao melhor aproveitamento integrado dos recursos hídricos para o bem da população, disse o timoneiro de Ciência e Tecnologia. “Não queremos que a UNU-Flores-Moçambique seja apenas mais uma instituição de investigação em Moçambique e na região, mas sim, que a mesma seja uma instituição científica proactiva, de referência e com um papel interventivo na sociedade”, sublinhou.

Por sua vez, o reitor da UEM, Orlando Quilombo, também presente na cerimónia de abertura sublinhou que o lançamento deste Instituto é oportuno, dada a sua relevância pelo facto de debruçar sobre asa necessidades reais do nosso país e da região.

“Neste terceiro seminários serão apresentadas oportunidades que a instalação deste instituto trará, desde o desenvolvimento de pesquisas conjuntas, ensino, formação e disseminação de sobre várias áreas das instituições participantes, designadamente em matéria sobre o uso sustentável e gestão integradas dos recursos ambientais, especificamente água, solo e resíduos, e os respectivos desafios no contexto mais amplos dos desafios de desenvolvimento dos nossos países.

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