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Moçambique recebe 90 milhões de dólares para a educação

Moçambique vai receber um donativo no valor de 90 milhões de dólares norteamericanos destinados a apoiar a implementação e melhoria dos programas de ensino, desembolsados pela Educação para Todos – Iniciativa Acelerada (FTI EFA).

 

 

O pacote global calculado em 180 milhões de dólares norte-americanos, anunciado, quarta-feira, contempla igualmente o Ruanda e a Papua Nova Guiné, com 70 milhões e 19.2 milhões respectivamente, e será desembolsado durante o próximo triénio.

O donativo financeiro permitirá que pouco mais de um milhão de crianças tenham acesso a escolaridade no país, apoiar os programas de melhoria da qualidade de ensino e aprendizagem, bem como completarem o ciclo de ensino básico e garantir o acesso ao nível secundário.

Dinis Machaul, Secretário Executivo do Movimento de Educação para Todos em Moçambique, disse, em contacto com a AIM, que o donativo constitui, sem a menor sombra de dúvida, um valor acrescentado às diversas iniciativas ainda por implementar no país no contexto da expansão da educação.

“O valor constitui para nós um ganho, porque a contribuição dos doadores a nível interno tem estado a reduzir nos últimos tempos colocando em risco todos os êxitos conseguidos até então”, disse Machaul.

Desde que se juntou a iniciativa, em 2003, Moçambique expandiu o ingresso no ensino primário de 3.3 milhões para 5.3 milhões e o donativo para o próximo triénio será utilizado para melhorar ainda mais a qualidade de ensino nas diversas facetas.

Além da qualidade de ensino, o Secretário Executivo disse estarem também contempladas actividades como a construção de mais salas de aulas, formação de professores, apoio directo às escolas, provisão do livro escolar e muitos outros desafios por superar.

Porque a qualidade de ensino figura na lista das prioridades, Dinis Machaul disse que o movimento pretende introduzir futuramente um indicador de avaliação de qualidade que vai consistir essencialmente em um teste para apurar o nível de assimilação dos conteúdos leccionados.

Machaul disse, por outro lado, que o aumento de horas que as crianças permanecem nas escolas de 600 para 900 vai contribuir para a melhoria da qualidade de ensino. Enquanto isso, a luta continua no sentido de baixar o actual rácio alunos por professor, entre outros desafios.

O novo financiamento do Banco Mundial para o país é parte de uma promessa feita em Setembro de 2009, visando apoiar a educação básica por mais 750 milhões de dólares da IDA FTI, aprovado para os países.

O 2º Objectivo de Desenvolvimento do Milénio (ODM) preconiza a universalização do ensino básico, devendo os países comprometerse a garantir que, até 2015, todas as crianças terminem este nível.

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