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Moçambique precisa de USD1,7 bilião/ano para construir infra-estruturas básicas de desenvolvimento

Cerca de 1,7 bilião de dólares norte-americanos constitui o valor global das necessidades em infra-estruturas de Moçambique para passar a equiparar-se com o resto dos países em desenvolvimento do mundo. Presentemente, o valor é apenas realizado em menos de um bilião de dólares norte-americanos/ano para aumento das infra-estruturas das áreas de Energia, Transportes e Água, bem como das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs), segundo Saíde Dade, director de Contas Nacionais e Indicadores Globais do Instituto Nacional de Estatística (INE).

Dade estimou, por outro lado, as mesmas necessidades em 26% do Produto Interno Bruto (PIB), percentagem tida como a mais alta de África, segundo ainda Dade, apontando Moçambique como um dos países africanos que mais captam financiamentos privados para o desenvolvimento das suas infra-estruturas.

Estudos, entretanto, acabados de ser realizados em África sobre infra-estruturas no continente sugerem ao Governo moçambicano que “repense permanentemente” os seus objectivos estratégicos, se quiser continuar a obter resultados positivos na extensão dos serviços de água e saneamento.

A recomendação deriva do facto de o país, apesar de ser exportador de energia para os países vizinhos, continuar a dispor de “taxa de electrificação doméstica muito baixa e a praticar preços de energia dos mais baixos entre os países africanos”.

Refira-se, entretanto, que a recente cimeira de chefes de Estado e de Governo dos países membros da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) debruçou-se, em profundidade, sobre o Plano-Director de Desenvolvimento de Infra-estruturas no subcontinente, tendo José Eduardo dos Santos, Presidente de Angola e actual presidente rotativo da SADC, as considerado como solução segura para tornar a zona Austral de África parte activa no desenvolvimento continental e do mundo.

Para o caso concreto de Moçambique e segundo o ministro dos Transportes e Comunicações, Paulo Zucula, o país é detentor de várias artérias que jogam um papel preponderante no desenvolvimento regional como são os casos dos portos do Maputo e Beira, bem como as linhasférreas que ligam Moçambique a outros países da região como infra-estruturas que desempenham um papel muito importante na integração regional como pontos de trânsito de carga inter-regional.

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