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Moçambique poderá registar crescimento económico em 6,1 por cento em 2011

Moçambique poderá registar um crescimento económico na ordem dos 6.1 por cento e uma inflação anual de 4,4 por cento em 2011, segundo estimativas do relatório sobre Perspectivas Económicas em África 2010 (African Economic Outlook 2010) publicado esta terça-feira, em Maputo.

 

 

O “African Economic Outlook 2010” é uma iniciativa conjunta do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) e da Comissão Económica das Nações Unidas para África (UNECA).

Estas projecções do BAD, OCDE e UNECA para Moçambique são consideradas ainda abaixo do potencial de longo prazo do país. Esta situação, segundo o relatório deve-se, em parte, à combinação do impacto negativo da crise financeira global sobre as exportações e preços das matériasprimas, queda nas remessas, em particular dos trabalhadores moçambicanos nas minas da África do Sul e abrandamento do Investimento Directo Estrangeiro (IDE).

Para este ano, perspectiva-se um crescimento económico de 5,8 por cento. O “African Economic Outlook 2010” refere que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) moçambicano caiu para 5,4 por cento em 2009, contra os 6,8 por cento registados em 2008.

Contudo, o relatório refere que os resultados alcançados estão acima das estimativas do Fundo Monetário Internacional (FMI), que projectava um crescimento de 4,5 por cento e um pouco abaixo das metas do Governo (6,7 por cento).

“O crescimento continuou a ser influenciado principalmente pelos fluxos do IDE em recursos minerais e em serviços, agro-indústria, energia e do sector da construção que continuaram a ter o apoio dos fundos externos” refere o documento.

O “African Economic Outlook 2010” salienta que, dificilmente, as autoridades monetárias moçambicanas irão manter uma inflação abaixo do nível de um dígito este ano, conforme as perspectivas do Governo (9,5 por cento).

Para justificar esta afirmação, o documento recorre ao retorno provável dos preços do petróleo, a depreciação de moeda nacional e a possibilidade de maior circulação de capital estrangeiro que poderá impulsionar uma significativa expansão monetária.

Assim, as previsões do BAD, OCDE e UNECA são de uma inflação anual de 9,2 por cento em 2010 que entretanto poderá reduzir para 4,4 por cento em 2011 à medida que a economia global e os preços das matérias-primas conhecerem uma recuperação. No ano passado, a inflação situou-se em 3,4 por cento, que constituiu o nível mais baixo registado nos últimos 10 anos.

Os baixos preços de petróleo e de alimentos nos mercados internacionais associados aos ganhos de produção na agricultura e a política de subsídios de combustível contribuíram significativamente para a estabilização dos preços em 2009.

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