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Moçambique poderá produzir combustível com base no carvão

A Clean Carbon Industries (CCI) anunciou, Segunda-feira última, a sua intenção de construir uma fábrica de produção de combustíveis líquidos em Moçambique com base em carvão mineral.

Com uma capacidade de produção de 40 mil barris de combustíveis por dia, este projecto poderá reduzir as importações de combustíveis de Moçambique, actualmente estimadas em cerca de 900 mil toneladas anuais de produtos diversos.

Segundo a agência de notícias Reuters, actualmente, está em curso um estudo de viabilidade do projecto, devendo estar completo até finais de 2014.

Este trabalho é realizado pela CCI, um consórcio constituído pela Twin City Venture Capital, Hugh Brown e Associados, participações moçambicanas e uma equipa de engenheiros especialistas.

“Sujeito a viabilidade final, espera-se que o encerramento financeiro seja até Outubro de 2015, com a construção no primeiro trimestre de 2016”, refere a CCI num comunicado.

A empresa refere que a fábrica irá consumir até 17 milhões de toneladas de carvão por ano. Trata-se de um carvão de baixa qualidade (não compatível para a exportação ou venda), o que, segundo a empresa, poderá reduzir as necessidades de armazenamento nas minas.

A CCI diz que tem estado a negociar com a Ncondezi Coal para fornecer o carvão para este projecto. Sedeada em Londres, Ncondezi Coal é uma das empresas com títulos de exploração de carvão mineral na província central de Tete.

Neste momento, a empresa está a realizar estudos de viabilidade para uma central eléctrica e a sua mina, que se espera iniciar a produção no segundo semestre de 2015.

Da produção total, Moçambique terá o direito de 20 mil barris de combustível por dia, sendo que a remanescente será exportada para os países vizinhos como Botswana, Malawi, Tanzânia e Zâmbia bem como convertida em outros subprodutos químicos.

Actualmente, Moçambique não produz combustíveis líquidos, apesar de haver experiências ainda incipientes de produção de etanol. P

or outro lado, o país ainda não consegue explorar a sua quota de gás natural produzido em Temane pela petroquímica sul-africana Sasol.

Entretanto, há vários projectos destinados e diminuir a dependência do país em relação as exportações de combustíveis.

Ano passado, o Grupo moçambicano Insitec e o grupo alemão ‘GigaMennthannol’ rubricaram um memorando de entendimento visando construir uma refinaria na província de Inhambane, sul do país, para produzir gasolina a partir de 2016.

A refinaria poderá transformar o gás natural em 3,5 milhões de toneladas de metanol, das quais cerca de 2,5 milhões serão exportados, 500 mil toneladas usadas para produção de gasolina e o remanescente será utilizado como matéria-prima para a produção de cola, adesivos, solventes, para a indústria farmacêutica e de plásticos.

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