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Moçambique perde 12.321 mil dólares em taxas e sobretaxas por causa da caça furtiva

Cerca de 12.321 mil dólares norte-americanos foram perdidos por Moçambique nos últimos dois anos devido ao abate de cerca de 2500 elefantes por caçadores furtivos nacionais e estrangeiros.

O valor corresponde a taxas e sobretaxas e outros rendi- mentos típicos da indústria turística como acomodação, transporte e salários dos trabalhadores, segundo a organização não-governamental WWF de conservação da natureza a nível mundial, criada em 1961 e activa em mais de 100 países dos cinco continentes, incluindo Moçambique.

A situação é tida pela organização como “muito preocupante” por estar a concorrer para Moçambique perder investimentos na área de turismo e a ameaçar a segurança nacional, na medida em que estão envolvidas redes de quadrilhas com armamento sofisticado “que depois vai parar nas mãos de outros criminosos”.

A WWF alerta para o país agir agora de modo a evitar a extinção de elefantes e rinocerontes em Moçambique em muito pouco tempo, avançando que em todo o continente africano dezenas de milhar destes animais são abatidos a cada ano e “em muitos locais as espécies já foram caçadas até à sua extinção”.

A caça ilegal de elefantes tem sido impulsionada pela procura de esculturas de marfim com destino à Ásia onde são comercializadas, segundo ainda a organização, salientando que todos os dias nas savanas e florestas moçambicanas elefantes são abatidos, o mesmo acontecendo relativamente a rinocerontes, para extracção de pontas para serem traficadas.

Em 2012, a organização e outros organismos internacionais indicaram que Moçambique, para além de ser palco destes crimes, é também considerado um dos maiores corredores do marfim de elefantes e pontas com destino à Ásia.

Refira-se, entretanto, que a WWF apoia, em Moçambique, várias iniciativas no âmbito da conservação do ambiente marinho, das florestas, água e na educação ambiental e formação de jornalistas contra a caça furtiva e pela protecção das espécies em perigo de extinção. Este grupo de espécies inclui o elefante africano, as tartarugas marinhas, o dugongo, tubarão baleia, golfinhos, corais, entre outras espécies. Os dugongos localizados no Parque Nacional do Arquipélago do Bazaruto são os únicos viáveis em toda a África Oriental.

A organização está representada no Lago Niassa, no Delta do Zambeze, nos parques nacionais do Bazaruto e nas ilhas Quirimbas e ainda no Banco de Sofala, lidando com a pesca de camarão, desenvolvendo actividades de marcação de tartarugas e outras de apoio a projectos de gestão comunitária de recursos naturais, das escolas de formação de Fiscais de Caça e Florestas no Parque Nacional da Gorongosa e de apoio ao programa nacional de gestão de recifes de coral.

A organização está registada junto do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação de Moçambique e tem um Memorando de Entendimento celebrado com os Ministérios do Turismo e das Pescas e ainda com entidades da sociedade civil moçambicana. Ela participa nas discussões de políticas dos sectores relacionados com a gestão de recursos naturais.

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