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Moçambique passa a dispor de estatísticas mais fiáveis e acessíveis na palma da mão

O Instituto de Estatísticas (INE) e o Ministério da Agricultura lançaram, quarta-feira, em Maputo, um projecto pioneiro com o apoio da Organização para Alimentação e Agricultura (FAO) designado por “CountryStat Moçambique”, que irá garantir a disseminação de dados estatísticos, tendo como principal plataforma as Tecnologias de Informação e Comunicação.

O referido projecto vai permitir que, pela primeira vez, os moçambicanos tenham acesso a uma base de dados com um simples “clic” num computador ou, melhor ainda, num telemóvel, toda a informação que nos tempos dos nossos avós exigia a fastidiosa consulta de enormes compêndios ou anuários que nem sempre eram fáceis de encontrar.

Com o lançamento do projecto em Maputo, Moçambique passa a ser assim o 18º país do mundo a aderir formalmente a esta iniciativa da FAO, cujo propósito é a harmonização e integração criteriosa de dados estatísticos de qualidade sobre a alimentação e agricultura fiáveis e facilmente acessíveis.

Para o efeito, basta ter acesso a um computador, ou mais barato ainda, um simples telemóvel. O projecto, que está sendo desenvolvido pela FAO e o Governo de Moçambique, está sendo implantado pelo INE, em coordenação com o Ministério da Agricultura.

Segundo um comunicado de imprensa da CountrySTAT Moçambique, recebido pela AIM, o projecto é parte integrante de uma iniciativa da FAO, com o apoio financeiro de 5,6 milhões de dólares doados pela Fundação Bill & Melinda Gates, para a melhoria da qualidade, acessibilidade, relevância e fiabilidade das estatísticas sobre alimentação e agricultura em 17 países da África Subsariana.

Moçambique já vinha participando como membro no projecto há vários anos, sendo este lançamento a manifestação do compromisso do país em observar as normas preconizados pelos seus mentores.

O mesmo comunicado refere que “a principal tese do CountryStat é assegurar que com base nestas estatísticas, se afira o que está sendo feito de facto” no que tange aos alimentos e ao desenvolvimento da agricultura para garantir que haja uma produção suficiente de alimentos e sua distribuição, o que passa por se saber se o que se produz é ou não suficiente para as pessoas que se tem de alimentar.

Na óptica do Director-Geral da FAO, Jacques Diouf, “ a fome mundial não é uma opção”, e vinca a necessidade de se fazer tudo ao dispor dos países, para que “o acesso a alimentos suficientes, nutritivos e seguros seja fundamental não só para o bem-estar das famílias pobres em todos os lugares, como também e, acima de tudo, para o desenvolvimento económico, paz e segurança em todos os cantos do mundo”.

Diouf fez esta dissertação durante uma reunião que teve com o bilionário norte-americano Bill Gates, e co-presidente da Fundação Bill & Melinda Gates, em que ele reiterou a continuação da colaboração entre as duas organizações.

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