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Moçambique e Portugal incrementam a cooperação militar

O Ministro português da Defesa, Augusto Silva, iniciou, Terça-feira, uma visita de quatro dias a Moçambique, no âmbito da cooperação militar entre os dois países, que terá como pano de fundo a avaliação do grau de implementação do Programa Quadro 2010/2013.

Durante a sua estada em Moçambique, Silva visitará a Academia Militar ‘Marechal Samora Machel’ na província de Nampula, norte do país, e a Escola Prática de Aviação Civil em Maputo, capital moçambicana, onde fará a entrega formal de uma aeronave do tipo ‘Cessna’.

Falando na conferência de imprensa havida hoje em Maputo, o ministro português da defesa, explicou que o Programa Quadro 2010/2013 tem como principais objectivos a formação de oficiais moçambicanos. “Trata-se de um programa muito ambicioso que tem como valências principais, em primeiro lugar, a aposta na formação”.

Para melhor sustentar os seus argumentos, o ministro luso disse que durante as últimas duas décadas de cooperação militar entre os dois países foram formados cerca de 1.500 oficiais moçambicanos em escolas militares portuguesas. Silva também destacou, por outro lado, o apoio prestado por Portugal às escolas militares moçambicanas.

“Nos últimos seis anos estimamos que cinco mil oficiais moçambicanos se beneficiaram indirectamente do apoio português pelo facto de terem feito a sua formação em escolas militares moçambicanas que beneficiaram do apoio português”, disse Silva.

Durante os últimos 20 anos, explicou o ministro português, um total de 1.008 militares portugueses trabalharam em Moçambique como assessores militares.

Actualmente, “estima-se em cerca de três dezenas aqueles que estão a trabalhar aqui como assessores e isso também é bom para as carreiras profissionais e para as missões das Forças Armadas Portuguesas”.

Com relação a aeronave Cessna que será oferecida a Força Aérea moçambicana, Silva explicou que a mesma foi recuperada e cedida pela Forca Aérea Portuguesa e que serve como exemplo de cooperação entre ambos os países.

“A aeronave Cessna, que passará a fazer parte do património e estará ao dispor da Forca Aérea moçambicana, tem três missões essenciais. Missão de instrumento de formação no treino de pilotos, de evacuação aeromédica, portanto transporte e apoio a pessoas e também na missão de vigilância marítima’, disse.

O Ministro moçambicano da Defesa, Filipe Nyussi, disse, por seu turno, que a cooperação militar com Portugal se centra em áreas bem definidas, nomeadamente a marinha de guerra, exército e da força aérea, bem como na formação de quadros ao nível de comando e de direcção.

“Agora estamos a desenhar o nosso Instituto Superior e ganhámos as experiências dos institutos que existem no mundo, neste caso especifico da experiência de Portugal”, disse Nyussi.

Questionado se ambos os países teriam abordado a questão de pirataria marítima que, actualmente, apoquenta as autoridades moçambicanas, Nyussi disse que “também desaguámos na situação das novas ameaça não só de Moçambique, mas também do mundo inteiro, sendo neste caso concreto a pirataria”.

“Também falamos da imigração ilegal e reflectimos sobre aquilo que está a acontecer um pouco por todo o mundo”, acrescentou, sem revelar mais pormenores.

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