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Moçambique com pior taxa de mortalidade por tuberculose

Moçambique detém a pior taxa de mortalidade, em África, de 127 óbitos em 100 mil habitantes, segundo estimativas do Ministério da Saúde (MISAU) que colocam o país em 19º lugar no grupo de 22 países duramente afectados pela doença.

Largamente esta epidemia ocorre em associação com o HIV/SIDA, segundo Alexandre Manguele, ministro da Saúde, indicando que o seu combate requer programas e iniciativas multidisciplinares que assentam em sistemas de saúde robustos.

O país está a ser servido por mais de 400 laboratórios e pontos de testagem responsáveis pelo diagnóstico da tuberculose, juntando-se agora aos mesmos o Laboratório Nacional de Referência inaugurado esta quarta-feira em Maputo.

A sua montagem foi feita com financiamento do Governo dos Estados Unidos da América (EUA) num valor global de 1,5 milhão de dólares norte-americanos.

Situação “alarmante” Depois de avaliar este quadro, o ministro da Saúde moçambicano, Alexandre Manguele, considerou “alarmantes” os casos de tuberculose multiresistente no país, estimados em 3,5% dos novos casos da doença, e defendeu programas multidisciplinares para conter a epidemia.

Alexandre Manguele falou do desafio que a tuberculose representa para o sector da Saúde em Moçambique, sublinhando a importância do Laboratório Nacional de Referência da Tuberculose (LNRT), reinaugurado esta quarta-feira após obras de reabilitação financiadas pelo Governo dos EUA.

“No nosso país, 3,5 porcento dos novos casos de tuberculose são causados por bacilos multi-droga resistentes. A estes dados estatísticos já por si alarmantes junta-se o facto de que a epidemia da tuberculose ocorre em associação com a epidemia de HIV”, disse Manguele.

Segundo o ministro da Saúde, a associação entre o HIV e a tuberculose já constitui um dos maiores desafios de saúde pública na África Austral, região em que Moçambique está localizado.

Nessa perspectiva, advogou Alexandre Manguele, o sucesso na luta contra a tuberculose depende de programas e iniciativas multidisciplinares, assentes em sistemas de saúde robustos e comunidades emancipadas.

“Neste contexto, o diagnóstico laboratorial da tuberculose assume um papel crítico, pois deste dependem o início do tratamento e a sua monitorização”, enfatizou o governante.

Referindo-se em concreto ao LNRT, Alexandre Manguele apontou a infra-estrutura como fundamental para a coordenação dos mais de 400 laboratórios e pontos de testagem espalhados pelo país.

Por seu turno, o director da Agência Norte-Americana para o Apoio ao Desenvolvimento Internacional (USAID), Todd Amani, referiu que a ajuda do seu país na reabilitação do LNRT enquadra-se na preocupação com a melhoria da prevenção, diagnóstico e tratamento da tuberculose em Moçambique.

As obras no laboratório incluíram a pintura do edifício, a colocação de equipamentos mais modernos e o treino do pessoal.

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