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Egipto: 700 pessoas detidas e 2 mortos em onda de protestos

Egipto: 700 pessoas detidas e 2 mortos em onda de protestos

Cerca de 700 pessoas foram detidas e pelo menos duas morreram na mais recente onda de protestos populares no Egipto, onde manifestantes anti-governo se voltaram a confrontar com a polícia em várias cidades do país. Um manifestante e um polícia foram mortos quando as autoridades tentavam dispersar as multidões na capital, Cairo, enquanto que na cidade de Suez, um edifício do governo foi incendiado.

São seis os número de vítimas mortais até ao momento, após dois dias de protestos. A polícia de choque voltou a usar gás lacrimógenio contra milhares de pessoas que se concentraram no Cairo.

Proibição de protestos

O Ministério do Interior já anunciou entretanto a proibição de congregações públicas, ameaçando processos criminais contra os manifestantes. Correspondentes dizem que as autoridades egípcias estão a lidar com a situação no estilo habitual, equiparando a crise política a ameaças à segurança nacional. Entretanto, Washington já apelou ao governo do Egipto que levante a proibição imposta à realização de manifestações.

À BBC, um egípcio, de nome Zakaria, explicou porque é aderiu aos protestos: “Eu resolvi participar nos protestos porque estou a manifestar-me pela esperança, pela mudança, e contra um governo que não quer ouvir o seu povo, contra um governo que toma o poder como um direito, contra um presidente que ocupa o poder há trinta anos. Ele tem 82 anos. Aquele homem não me representa, nem a mim nem à maioria do povo egípcio.”

Tortura

O egípcio criticou ainda o governo pelo agravamento das condições de vida no Egipto: “Tem lugar um rol de direitos humanos, a tortura continua, é quase impossível para mim contar tudo o que se passa, porque são tantas coisas. A desigualdade social no Egipto é incrível. Cinquenta por cento da população viver abaixo de dois dólares por dia, o nível que a ONU estabelece como linha de pobreza”.

Zakaria disse que, apesar de recear pela vida nestes protestos, isso não o ía manter afastado das ruas: “Não vou ficar de fora só pelo medo de ser preso ou de ser baleado ou espancado. Se eu não me manifestar pelo medo de ser preso ou atingido por uma bala, então ninguém sai às ruas e nada vai mudar, nada irá acontecer”.

Internet

O manifestante quer a substituição do actual regime por um governo eleito democrática e legitimamente pelo povo. Os manifestantes têm saído às ruas no Egipto inspirados pela actual onda de protestos na vizinha Tunísia, e dizem que não irão desistir até que o governo seja derrubado.

As manifestações têm sido orquestradas através da Internet, em blogs e redes sociais como o Facebook e o Twitter,. A última estará a ser esporádicamente bloqueda pelas autoridades, algo que o governo nega, insistindo que continua a respeitar a liberdade de expressão.

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