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Ministério de Educação procura alternativa para a produção do livro escolar

O Ministério moçambicano da Educação (MINED) está a procura de uma alternativa urgente para o iminente défice de livros escolares do Ensino Primário, em consequência do banimento, pelo Banco Mundial, da editora Macmillan, detentora de vários títulos nacionais para a produção de material escolar.

O Banco Mundial baniu a editora britânica Macmillan dos seus projectos de financiamento, durante seis anos, por alegado envolvimento em actos de suborno no Sudão.

Este problema já está a afectar o sector da educação, pelo facto de ser esta a empresa que tem a responsabilidade de produzir quantidades consideráveis de livros do Ensino Primário.

Segundo o “Noticias”, para se evitar que o ano lectivo de 2012 inicie com um défice de livros, o MINED está a procurar outros financiadores para se assegurar a compra da totalidade dos manuais necessários.

O Ministro da Educação, Zeferino Martins, explicou que há um conjunto de títulos que estão na posse da Macmillan, mas que não se pode usar os recursos do Banco Mundial para adquiri-los, como sempre foi prática.

“Não tendo recursos próprios para comprá-los, teremos que lançar um novo concurso para a elaboração desses mesmos livros, o que significa que terão de ser reescritos mais ou menos até Julho/Agosto do próximo ano”, disse Martins.

Estes materiais só estarão disponíveis em Setembro de 2012, porque até lá os autores estarão empenhados em escrever os livros para depois seguir-se a impressão.

Sem especificar os montantes necessários para a aquisição dos livros com fundos próprios e a quantidade do material, Martins apresentou dois cenários prováveis para fazer face ao posicionamento do Banco Mundial de afastar a Macmillan.

“A primeira saída é obtermos os recursos do nosso orçamento para pagar esses títulos e termos os livros em Janeiro de 2012. A segunda é que, não havendo recursos próprios para comprá-los, teremos de elaborar fichas com os conteúdos desses livros para depois distribuí-los aos professores”, apontou o titular da pasta da educação.

Num comunicado distribuído em 2010, o Banco Mundial indicou que a editora Macmillan tinha reconhecido o pagamento de subornos para obter mercados financiados por um fundo da instituição financeira investidos no Sudão.

O período durante o qual a Macmillan estará banida de participar nas actividades financiadas pelo Banco Mundial, que teria sido de oito anos, se esta tivesse negado os factos, poderá ser reduzido de seis para três anos no caso de a editora cumprir com a promessa de criar mecanismos internos de controlo de subornos.

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