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Minas ainda matam

Moçambique ainda não está livre de minas, apesar dos esforços que vêem sendo empreendidos desde o fim da guerra em 1992 visando a desactivação e remoção dos engenhos. Na Província de Sofala, Centro do País, ainda existem várias regiões onde ocorre a presença de Minas.

Uma dessas regiões é o Distrito de Cheringoma, cuja Vila-Sede, Inhaminga, durante o período do conflito armado fora assaltada e ocupada pela Renamo. A presença de minas em Inhaminga além de retrair o desenvolvimento de certas actividades como a Agricultura que constitui a principal fonte de sustento e sobrevivência das famílias locais, também está a causar dor e luto.

No ano passado, por exemplo, o Estado perdeu dois funcionários em Inhaminga na sequência da explosão de minas. Segundo soubemos em Inhaminga, as vitimas detonaram os engenhos quando praticavam actividade de Agricultura. Ainda em Inhaminga, entretanto, O Autarca soube que para além de as minas terem causado a morte de dois funcionários do Estado, igualmente no ano passado o Estado perdeu outros sete funcionários, totalizando nove. Cinco dos sete funcionários encontraram a morte por doenças, enquanto os outros dois, um foi devido a acidente de viação e outro por queimadura.

Ao nível do Distrito de Cheringoma encontram-se afectos 563 funcionários. Desse universo, 283 possuem formação de nível básico, 151 do nível médio, 112 elementar e 22 concluíram cursos superiores. Em 2009, o Distrito de Cheringoma reduziu a contratação de funcionários do nível elementar na sequência da elevação de categoria por conclusão de níveis.

Ainda em 2009, O Autarca soube em Cheringoma que 21 funcionários mudaram de carreira e 26 progrediram. Durante o período em referência, em Cheringoma foram instaurados 12 processos disciplinares contra igual número de funcionários, dos quais resultaram 4 advertência, sete multas e uma despromoção.

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