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Militares golpistas de Burkina Fasso começam a entregar-se ao Exército

Soldados da guarda presidencial de Burkina Fasso, unidade que na semana passada deu um golpe de estado contra o governo de transição, começaram a entregar-se nesta terça-feira ao Exército regular na capital, Ouagadogou, informam os meios de comunicação locais.

“Mais de 150 soldados do Regimento de Segurança Presidencial (RSP) chegaram de autocarros escoltados por veículos blindados ao quartel de Sangoulé Lamizana. Alguns vestidos à paisana e outros em uniforme militar”, apontou o portal de notícias “Burkina 24”.

O Exército reagrupou nesta terça-feira(22) as suas tropas na capital e pediu aos militares rebeldes que depusessem as suas armas e se entregassem nesse acampamento em troca de protecção para eles e os seus familiares.

Alguns soldados da guarda presidencial, corpo de elite integrado por 1500 soldados, teriam começado a render-se e outros teriam fugido.

Em simultâneo, o líder dos golpistas de Burkina Fasso, o general Gilbert Diendéré, afirmou em entrevista coletiva que as conversas com mediadores regionais para devolver o poder ao governo de transição seguem em andamento.

A Comunidade Económica de Estados de África Ocidental (Cedeao), o bloco regional que está intermediando na crise, realiza hoje uma reunião extraordinária em Abuja para abordar a situação em Burkina Fasso, um de seus países-membros. “Achamos que qualquer solução à crise virá desde ali”, apontou o militar golpista na sede presidencial, o Palácio de Kossyam.

O presidente do Conselho Nacional para a Democracia, a auto-proclamada autoridade militar que substituiu as instituições da transição, pediu que a população permaneça tranquila até que terminem as negociações. O militar confia que o resultado das conversas seja “frutífero” e reconheceu que a amnistia dos golpistas é um dos pontos de colisão. “Não há razão para o confronto”, especificou o general.

A guarda presidencial, corpo fiel ao ex-presidente Blaise Compaoré que governou o país durante 27 anos, voltou-se contra o governo de transição em 16 de Setembro e tomou como reféns o presidente, Michel Kafando, e os membros do seu gabinete. Depois que Kafando e o seu primeiro-ministro, Isaac Zida, tenham sido libertados, o Exército de Burkina Fasso deu um ultimato ao conselho golpista para que abandone hoje mesmo as armas.

A junta golpista comprometeu-se a devolver o poder ao governo de transição após um princípio de acordo que implicaria em atrasar as eleições legislativas e presidenciais desde 11 de Outubro a 22 de Novembro e a eliminação do veto à candidatura de simpatizantes de Compaoré.

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