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Não há acordo entre os médicos e o Governo; mantém-se aviso de greve

Governo e médicos continuam desavindos. Não há acordo quanto às exigências dos profissionais de saúde e o espectro de greve ainda é uma ameaça real. Nem duas reuniões encurtaram distância entre os lados.

Os médicos foram ao anfiteatro da faculdade de medicina da UEM com três propostas. A primeira incluía o pagamento de novos salários a partir de 2013. Contudo, sem direito a retroactivos. A segunda e que foi reuniu consenso dos médicos exigia o pagamento de novos salários em Abril de 2013. Porém, com a inclusão de retroactivos. De todas as formas, o salário líquido deveria variar de 50 à 107 mil meticais.

O Governo, por seu turno, apresentou uma contra-proposta muito aquém daquilo que os médicos exigiam. O executivo de Armando Guebuza pretende pagar salários base que variam de 20 à 60 mil meticais sem direito a casa. Ainda assim o Governo chegava aproximava ao valor exigido por via de subsídios. Os médicos presentes chumbaram a proposta pelo facto de um salário base continuar muito abaixo daquilo que pretendem.

Depois da reunião de quatro horas e 36 minutos ainda teve lugar um jantar para aproximar posições. Desse segundo encontro nenhuma informação foi disponibilizada. Contudo, @Verdade sabe que a solução do problema ainda é uma miragem e a greve cada vez mais uma certeza.

Entretanto os médicos nas províncias não conseguiram participar da reunião, usando as novas tecnologias (neste caso através do skype, um software que permite a realização de chamadas com custo baratos) como das outras vezes porque alegadamente não estavam reunidas condições no anfiteatro da faculdade de Medicina da UEM. O descontentamento, sobretudo de médicos afectos a província da Zambézia foi muito grande, uma vez que julgavam que os seus problemas estavam a ser decididos sem que a sua posição fosse tida em conta. Refira-se que os médicos que trabalham naquela província foram dos mais afectados pela retirada das casas.

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