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MDM convida Ismael Mussá a renunciar a vice-chefia da bancada parlamentar

O Movimento Democrático de Moçambique (MDM), o terceiro maior partido político em Moçambique, convida o seu secretário-Geral demissionário, Ismael Mussá, a colocar à renunciar o cargo de vicechefe da bancada na Assembleia da República (AR), o parlamento moçambicano, por “perda de confiança”.

Para o efeito, o Conselho Nacional do MDM, reunido na cidade de Pemba, província de Cabo Delgado, o MDM aprovou uma resolução nesse sentido, não se importando porém, se Ismael Mussá continua ou não deputado da AR.

Refira-se que o MDM possui oito deputados no parlamento, enquanto que a Renamo e Frelimo possuem 50 e 192 respectivamente. A posição assumida pelo MDM, segundo apurou o “Notícias” do respectivo porta-voz, José de Sousa, baseia-se no facto de Ismael Mussá ter evocado para se demitir do cargo o facto de já não comungar com os princípios orientadores do partido.

“No entendimento do Conselho Nacional, os cargos de chefe e de vicechefe da bancada devem ser exercidos por quem não tem reticências quanto aos princípios orientadores do partido. Ou seja, não devem ser ocupados por membros cheios de dúvidas quanto ao que queremos e como queremos. Por isso, é tempo de Ismael Mussá entender que não deve estar a ocupar um cargo tão sensível quanto é o de vice-chefe da bancada, quando em termos de princípios diverge o partido” disse José de Sousa.

Contudo, o Conselho Nacional do MDM não questiona a qualidade de deputado de Ismael Mussá, muito menos a sua militância no partido, tal como os outros que por este ou outros motivos se pronunciam em termos claramente discordantes, usando o direito de opinião que lhes assiste no seio do partido.

O Conselho Nacional do MDM censurou igualmente as ausências de Ismael Mussá, João Colaço e de Dionísio Quelhas indicando que este é o fórum em que o trio deveria ter apresentado as suas inquietações a bem da saúde do partido.

Daviz Simango, presidente do MDM disse, na sessão de encerramento e em jeito de balanço, que os resultados do Conselho Nacional não podiam ser mais claros, em termos de ousadia, pois convergiram numa esperança positiva, que significa desafios acrescidos, tendo em conta o ambiente político moçambicano.

“Saímos da histórica província de Cabo Delgado com ideias claras sobre a razão de ser da actividade política e desafios que o partido tem na caminhada de Moçambique para todos” disse o presidente do MDM.

“O nosso sucesso como partido político, não irá depender da apropriação da administração e do erário público. A nossa principal riqueza reside na esperança, assente em valores éticos socialmente relevantes, no desejo de mudanças reais” disse Daviz Simango, acrescentando que “devemos continuar a aplicar mecanismos organizativos transparentes de funcionamento, principalmente em relação aos apoios que mobilizamos e prosseguir na aplicação de uma auto-estima tolerante, positiva e modesta, sustentada na dignidade afirmativa e sem ressentimentos” concluiu.

O Conselho Nacional do MDM que esteve reunido durante quatro dias, contados a partir do sábado, tinha como objectivo discutir a crise que se instalou no seio do partido e delinear suas estratégia para o futuro.

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