Para continuarmos  a fazer jornalismo independente dos políticos e da vontade dos anunciantes o @Verdade passou a ter um preço.

Massacre nos EUA leva indústria de armas a rever investimentos

Os fabricantes de armas dos EUA enfrentam pressões de alguns grandes investidores depois do massacre da semana passada numa escola primária de Connecticut.

A firma de private equity Cerberus Capital Management anunciou que vai vender a maior fabricante norte-americana de armas de fogo, e importantes fundos de pensões públicos estão a rever os seus investimentos nesse sector.

A Cerberus anunciou, Terça-feira (18), a intenção de se desfazer do Freedom Group, fabricante do rifle Bushmaster, uma variação do fuzil AR-15, a mesma arma usada por um atirador de 20 anos para matar 20 crianças e 6 adultos na escola primária Sandy Hook, na localidade de Newtown.

A decisão da Cerberus foi motivada por preocupações apresentadas por alguns dos seus investidores, inclusive o Sistema de Aposentadoria dos Professores do Estado da Califórnia, que disse, Segunda-feira, que iria rever os seus investimentos junto à firma.

“Está aparente que a tragédia de Sandy Hook foi um divisor de águas que elevou o debate nacional sobre o controle de armas a um nível sem precedentes”, disse a Cerberus, que gere uma carteira de mais de 20 bilhões de dólares.

O Fundo de Aposentadoria Comum do Estado de Nova York, que tem 150,1 bilhões de dólares sob sua gestão, também decidiu rever os seus investimentos nas fábricas de armas, disse, Terça-feira, um porta-voz da Controladora do Estado de Nova York.

Os fundos de pensão da prefeitura de Nova York também estão a rever os seus investimentos e podem vender quase 18 milhões de dólares em acções de quatro empresas que produzem armas e munições, disse um porta-voz, Terça-feira.

Uma pequena parcela desse total (17.866 dólares) está investida em acções da fabricante brasileira de revólveres Forjas Taurus, cujas acções tiveram queda de 3,8 por cento, Terça-feira.

Outras empresas afectadas também registaram desvalorização nas suas acções. Não são só os fundos de pensão que estão a questionar os seus investimentos na indústria bélica.

King Lip, director de investimentos da consultoria de gestão de fortunas Baker Avenue Asset Management, de São Francisco, disse ter recebido ligações de clientes querendo confirmar que o escritório não possui nem compra acções de empresas do sector de armas e munições.

“Esse massacre aconteceu especialmente perto de casa para muita gente. Muitos dos nossos clientes têm filhos ou netos”, disse Lip, cuja firma tem uma carteira de cerca de 800 milhões de dólares, e não possui acções ligadas ao sector de armas.

Share on facebook
Facebook
Share on google
Google+
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn
Share on pinterest
Pinterest

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

Related Posts

error: Content is protected !!