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Maputo fecha o ano com baixa inflação acumulada

A cidade de Maputo fechou o ano com uma baixa inflação acumulada medida pelo Índice de Preços no Consumidor (IPC), ao registar um índice de 0,02 por cento, de Janeiro a Setembro de 2009, contra 4,8 pontos percentuais em igual período de 2008.

A queda da inflação, segundo dados do Banco de Moçambique em posse da AIM, reflectiu-se na baixa de preços durante o período de Abril a Agosto, facto que veio a compensar os aumentos registados nos meses de Janeiro a Março em 1,32 e 0,88 por cento, respectivamente. A tendência decrescente do IPC, durante o período em referência, fez com que a inflação homóloga desacelerasse continuamente de 6,5 por cento em Janeiro para 1,12 em Agosto, tendo registado um ligeiro incremento para 1,37 por cento em Setembro.

No primeiro trimestre de 2009, segundo explica o banco central, registou-se uma aceleração do IPC geral devido a escassez de produtos agrícolas frescos, com destaque, para os pertencentes ao grupo de frutas e vegetais, resultante do impacto negativo da queda de chuvas que afectou a produção de hortícolas. Nos trimestres que se seguiram, tal como em períodos anteriores, entrou-se no período de queda de preços em Abril, facto que se manteve estável até ao último trimestre devido ao aumento da produção interna de frutas e vegetais, grupo com maior peso na classe de bens alimentares.

Ao aumento da produção como contribuinte para o baixo índice de inflação contribuiu a revisão, em baixa, do preço dos combustíveis efectivada por duas vezes no primeiro trimestre conjugado com a manutenção em geral dos preços dos bens e serviços. Em termos globais, durante o período em análise, os preços dos bens alimentares incrementaram em termos absolutos em 3,2 por cento, contra 16,6 em igual período do ano anterior.

Assim, em relação a Dezembro de 2008, os preços dos cereais e derivados incrementaram em 0,81 por cento, com destaque para o arroz que subiu 3,5 por cento, a reflectir o impacto da depreciação do metical face ao dólar norte-americano que, no entanto foi amortecida pela queda do preço no mercado internacional. Até ao final do primeiro semestre, as verduras tinham aumentado em 7.49 por cento, índice que, em Setembro de 2009, desacelerou para 2,7 por cento devido ao aumento substancial deste tipo de produtos no mercado.

Os legumes e tubérculos também registaram uma queda de preços no terceiro trimestre de 2009, com particular destaque para o tomate cuja baixa influenciou grandemente o comportamento desta classe de produtos no IPC geral, tendo a variação acumulada deste grupo caído de 8,34 por cento em Junho para -2,1 por cento. Por fim, as frutas registaram uma variação acumulada negativa de 0,77 por cento até Setembro de 2009, após um aumento em 6,87 por cento no primeiro trimestre do mesmo ano.

Os preços dos produtos não alimentares, que haviam incrementado nos primeiros seis meses, registaram uma variação negativa de 0,69 por cento, beneficiando-se em parte, pela manutenção dos preços dos bens administrados nos últimos seis meses, incluindo os dos combustíveis líquidos.

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