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Maputo: falta de gás de cozinha origina especulação

A capital moçambicana, cidade de Maputo, está a ressentir-se, desde a semana passada, de uma crise no fornecimento do gás doméstico, uma situação que já está a criar casos de especulação, com a botija de 11 quilogramas a ser vendida ao preço de 750 meticais (cerca de 23 dólares ao câmbio actual), contra o valor estabelecido de 581,50 meticais.

Os revendedores dizem que há alguns dias que não recebem o gás da Petrogal Moçambique, a maior distribuidora daquele combustível, na capital do país.

A AIM procurou obter esclarecimentos junto da empresa Petrogal, uma pretensão gorada devido ao “pingue-pongue” das senhoras Matilde, secretária na Direcção Geral, e Cândida, afecta à Direcção Comercial.

Na Direcção Geral da Petrogal, a AIM foi aconselhada pela Senhora Matilde a contactar a Direcção Comercial por se tratar de um assunto ligado à distribuição.

Contudo, na Direcção Comercial, a AIM foi informada que tudo o que diz respeito à crise de gás de cozinha deveria ser tratado ao nível da Direcção Geral.

“O senhor director comercial ordenou que tudo o que diz respeito à crise de gás no mercado deve ser tratado com a Direcção Geral, então deve contactar a Senhora Matilde para lhe encaminhar” explicou a Senhora Cândida.

Pacientemente, a AIM voltou a contactar a Direcção Geral, tendo a senhora Matilde dito que ela como funcionária da empresa nem sequer sabia da existência de tal crise e voltou a recomendar que se procurasse a Direcção Comercial.

“Não sei a quem posso contactar para lhe dar essa informação. Mesmo sendo funcionária da empresa, eu nem sequer sei que há falta de gás porque estou distante e essa informação deve ser tratada na Direcção Comercial e não na Direcção Geral” disse a senhora Matilde.

A AIM insistiu e pediu para falar com o director geral da Petrogal e ficou a saber que ele não se encontrava presente porque estaria na inauguração de um posto de combustível.

A falta de gás em Maputo também colheu de surpresa os responsáveis do Ministério da Energia que, contactados pela imprensa, manifestaram estranheza em torno do assunto, prometendo averiguar as causas que originaram a situação.

Entretanto, segundo noticia o matutino “Notícias”, esta escassez está a criar situações de oportunismo e açambarcamento de preços nalgumas zonas da cidade capital.

Por exemplo, na tarde da última segunda-feira, na esquina das avenidas Karl Marx e Josina Machel, havia pessoas a vender uma botija de gás de 11 quilogramas por 750 meticais contra os habituais 580 meticais.

A especulação de preços também se verifica noutras zonas da capital, tais como no mercado de “Xikhelene”, no bairro do Hulene, do Jardim entre outros.

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