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Egipto: ‘Dia da revolta’ termina em três mortos

Egipto: 'Dia da revolta' termina em três mortos

Pelo menos três pessoas morreram num dia inédito de protestos violentos anti-governo no Egipto. A televisão estatal fala de um polícia morto em confrontos com os manifestantes na capital, Cairo, onde tiveram lugar os protestos mais importantes. No Suez, terão morrido duas pessoas.

Milhares de manifestantes juntaram-se aos protestos, entoando cânticos contra o presidente Mubarak e atirando pedras à polícia. Os activistas organizaram-se através de uma campanha na Internet inspirada na revolta popular na vizinha Tunísia.

Facebook

No centro do Cairo, a polícia usou gás lacrimogénio esta madrugada para dispersar as multidões, que se tinham concentrado em redor da Praça Tahrir ao final da noite. Na rede social Facebook, onde teve início este movimento, liam-se apelos à distribuição de mantimentos e cobertores para os manifestantes que tinham decidido montar um acampamento no coração da capital, mas que foram mais tarde forçados a saír pelas autoridades, entre relatos de violência policial.

Numa mensagem online os activistas tinham apelado a um “dia de revolta”, num país onde as manifestações são raras e onde o presidente Hosni Mubarak ocupa o poder desde 1981 sem tolerar demonstrações públicas de protesto.

Revolução?

Mas, a exemplo da Tunísia, os manifestantes já prometem continuar a saír às ruas até à queda do governo: “Não vamos saír daqui até derrubarmos este regime….”, prometeu um egípcio no Cairo. Outro popular acrescentou: “Vamos ficar aqui até de manhã e estamos à espera de uma revolução ou qualquer coisa do género. Temos de andar para frente, não podemos ficar parados.”

Entretanto, a rede social Twitter já confirmou que as autoridades egípcias cortaram o acesso ao seu site, bem como o de outras páginas na Internet, demonstrando mais uma vez o poder destes instrumentos na mobilização popular, como aconteceu por exemplo no Irão em 2009 após as disputadas eleições presidenciais e também na Tunísia.

Pobreza

A onda de protesto chegou também a cidades como Alexandria, na costa mediterrânica, e Ismailiya, no leste do país. Muitos manifestantes insurgiram-se contra o filho de Mubarak, Gamal, considerado como o provável sucessor do homem que ocupa o poder no Egipto há 30 anos.

Para os organizadores, este protesto tem como objectivo chamar a atenção para os casos de tortura, pobreza, corrupção e desemprego e insistem querer o mesmo desfecho que na Tunísia – ou seja, uma mudança de regime.

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