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Maputo: em marcha campanha para estancar encurtamento de rotas

O Conselho Municipal da Cidade de Maputo, capital moçambicana, está a implementar uma campanha para estancar o encurtamento de rotas pelos transportadores semi-colectivos de passageiros (chapeiros), que atingiu contornos alarmantes nos últimos tempos. A campanha, denominada “Chegue seguro ao destino”, já está a ser implementada a título experimental, porém a partir da próxima segunda-feira será efectiva.

De acordo com o Presidente do Conselho Municipal da cidade de Maputo, David Simango, nesta campanha, a principal mensagem que se pretende deixar aos munícipes é de que devem pagar pelo transporte apenas quando chegar ao seu destino. O que ocorre actualmente é que os transportes têm uma chapa na parte frontal, que indica o destino, mas os cobradores quando chegam as paragens chamam por um outro destino. Por exemplo, um “chapa” que vai a Xiquelene, o respectivo cobrador pode chamar Praça do Heróis ou Hospital de Mavalane, que são paragens muito distantes do destino final daquele transporte.

Assim, os transportadores acabam cobrando duas vezes aos passageiros, uma vez que chegados aos locais para os quais chamaram (Praça dos Heróis ou Hospital de Mavalane” cobram e carregam outros passageiros até Xiquelene, que é o destino. Esta situação defrauda os munícipes que muitas vezes se vêem obrigadas a submeter-se aos desmandos dos transportadores semi-colectivos, visto que a cidade de Maputo, por outro lado, tem carência de transportes.

De acordo com Simango, os focos de encurtamento de rotas são conhecidos e no âmbito da campanha serão colocadas forças policiais para repor a ordem. “Esta campanha é uma inovação. Os pontos principais de encurtamento de rotas são conhecidos e lá há forças da polícia”, sublinhou. Por sua vez, o Comandante da Policia Municipal de Maputo, António Espada, explicou que os agentes vão actuar mais nas horas de ponta e em vários pontos da cidade. “Nós teremos agentes nos locais onde mais se verifica o encurtamento de rotas. E para a nossa acção ter maior eficácia, vamos trabalhar na hora de ponta”, disse.

Outro fenómeno de encurtamento de rotas, que é difícil de compreender, é o não carregamento de passageiros nas terminais, locais que nas horas de ponta ficam repletos de pessoas. Muitas vezes o transportador passa pela terminal da baixa da cidade com o seu transporte vazio e só vai carregar passageiros na paragem “17” ou do Ponto Final. “Os motoristas que forem encontrados nestas situações serão sensibilizados a voltarem a terminal para carregar os passageiros. Se houver resistência, aí vamos actuar rigidamente”, referiu sem detalhar as medidas as serem aplicadas aos infractores. O problema de encurtamento de rotas na cidade de Maputo é antigo e para estanca-lo já foram traçadas e desenvolvidas várias estratégias envolvendo o Município, Polícia e as associações de transportadores.

Entretanto, estas estratégias sempre fracassaram e as autoridades municipais acreditam que a campanha vai ter bons resultados e disciplinar os transportadores semi-colectivos. O Comandante defendeu que os munícipes, utilizadores dos “chapas”, devem contribuir, denunciando os casos de encurtamento.

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