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Maputo acolhe Primeiro Encontro Sobre Gestão do Património Cultural dos Países Africanos PALOP

Decorre em Maputo, o Primeiro Encontro Sobre Gestão do Património Cultural dos Países Africanos de Língua Portuguesa (PALOP), onde se debate a importância da preservação e valorização do património cultural desses países. Organizado pelo Ministério da Cultura, o evento realiza-se de 21 a 22 de Fevereiro corrente, e coincide com a celebração do Dia Internacional da Língua Materna. Participam cinco países africanos nomeadamente Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe.

 

Levar a cabo actividades práticas de preservação e valorização do vasto património dos países Africanos unidos pela língua oficial portuguesa, constitui um dos principais objectivos do evento. O mesmo representa um passo importante para a gestão do património cultural dos países africanos PALOP.

Segundo o Embaixador da Espanha em Moçambique, Eduardo Lopez Busquets a gestão do legado dos povos pode ser concretizado através da criação de um Centro de Gestão da Cultura dos PALOP. Ainda de acordo com aquele Embaixador, a valorização cultural tem de ser feita com uma gestão do património natural e cultural, que representam o passado e o futuro dos povos.

“É necessário preservar o passado cultural para não se perder a identidade histórica, bem como o ambiente que envolve essa cultura para que ela prevaleça no futuro”, disse.

Por seu turno, o Ministro da Cultura, Artur Armando considerou que a própria língua oficial portuguesa é a essência da identidade dos países africanos PALOP, uma vez que através dela se pode escrever a história sobre a génese e evolução cultural dos países.

Nesse âmbito, foi também referenciado como património cultural, os monumentos arquitectónicos, arqueológicos, paisagens naturais, a música, dança, a tradição oral, as práticas sociais, línguas maternas e outras manifestações culturais. No entanto, Artur Armando reconheceu que a maioria desse património se encontra num estado acentuado de degradação e em crescente risco de desaparecimento.

“Assim, a comemoração do Dia Internacional da Língua Materna assinalado neste primeiro encontro deve servir para identificar e fortalecer os mecanismos de articulação institucional entre os diferentes intervenientes na gestão e promoção do património cultural dos PALOP ”, referiu o Ministro da Cultura.

Com a realização do Primeiro Encontro sobre Gestão do Património Cultural dos Países de Língua Portuguesa, pretende-se que a valorização do património cultural e natural dos países mereça uma maior atenção no que se refere a sua conservação, divulgação e gestão sustentável. Essa gestão sustentável deve ser incluída nos planos de desenvolvimento económico e social, mais concretamente no âmbito do turismo cultural e meio ambiente.

Para o caso de Moçambique, foi criado o Instituto Superior de Artes e Cultura, houve a projecção do Instituto do Património Cultural e de uma Agência Nacional para as áreas de Conservação. A Ilha de Moçambique foi considerada património Cultural Mundial, bem como a Timbila e dança Nyau como obras-primas do Património Oral e material da Humanidade.

De referir que o evento coincidiu com a comemoração do Dia Internacional da Língua Materna, assinalado a 21 de Fevereiro corrente. A efeméride foi proclamada pela Conferência Geral da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), realizada em 1999, com o intuito de garantir a preservação e a promoção das línguas a nível mundial.

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