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“Mão dura” ao consumo de drogas nas escolas

“Mão dura” ao consumo de drogas nas escolas

O vice-Ministro do interior, José Mandra, instruiu hoje, em Maputo, a Polícia da República de Moçambique (PRM) a agir duramente contra a proliferação de drogas nos estabelecimentos do ensino, sobretudo na Escola Comunitária Armando Emílio Guebuza, localizada no bairro do Chamanculo “A”, na zona peri-urbana da capital moçambicana.
Mandra reagia as denúncias feitas pelos alunos daquela escola, convidados a participar na cerimónia de lançamento das comemorações do 34/a Aniversário da PRM, que teve lugar no Comando da Força de Intervenção Rápida (FIR).
A efeméride, que se assinala no próximo dia 17 do mês em curso, tem como lema das comemorações “Pela Lei e Ordem, Stop Crime, Ajude a Polícia a Combater o Crime”.
Ércia Marcelina, estudante daquela instituição de ensino, que falou em representação das escolas da cidade de Maputo, queixou-se da proliferação de drogas nas escolas de seu bairro.
“Nas proximidades das nossas escolas prolifera um produto chamado ‘Ruber’, que é vendido nos contentores que estão perto e que tem um efeito alucinante”, disse Marcelina, no seu discurso.
“Nas sextas-feiras existem alunos que vão para a escola com bebidas alcoólicas, que consomem nos intervalos e os levam a praticar actos poucos dignos. Este fenómeno é alimentado pela proliferação de barracas nas proximidades das escolas”, acrescentou Marcelina.
Na ocasião, a estudante explicou que, nos arredores da sua existem mais de três barracas que se dedicam a venda de bebidas alcoólicas.
Por isso, disse Marcelina, “o nosso apelo é que as barracas próximas das escolas sejam encerradas e que a PRM durante as suas patrulhas nocturnas inclua, de forma sistemática, o patrulhamento ao redor das escolas, apelamos a uma maior celeridade no caso da ocorrência de emergências (actos de violência)”.
Contudo, Marcelina não deixou de enaltecer o programa da PRM “Caminhos Seguros para Escolas Seguras”, uma iniciativa que visa melhorar a segurança dos estudantes.
“Somos testemunhas dos esforços que as forças de lei e ordem estão a desenvolver para garantir que as escolas fiquem livres da violência e de outros males que atentam contra a ordem e tranquilidade públicas”, disse estudante.
A Escola Comunitária Armando Emílio Guebuza possui um universo estimado em 5.500 estudantes, devidos pelos cursos diurno e nocturno.
Mandra, que ouviu atentamente as denúncias feitas na ocasião, ordenou a intervenção imediata dos comandantes da PRM, cujas unidades e subunidades estavam presentes na cerimónia.
“Àqueles comandantes cuja área de jurisdição incorpora essa escola já têm uma missão a cumprir. Vamos controlar o cumprimento da ordem que foi dada pelas nossas crianças. Nós, a PRM, não temos mãos a medir quando a situação periga o curso normal das vidas das populações em geral e em particular quando se trata de estudantes, que são o futuro deste país e talvez futuros comandantes da PRM”, disse Mandra.
“Os estudantes vão recordar-se do dia em vieram aqui exortar aos seus irmãos, primos tios, e provavelmente alguns pais exigindo tranquilidade, sossego para que estudem melhor”, disse Mandra, prometendo trabalhar em coordenação com o Conselho Municipal na localização dessas barracas que perturbam o curso normal do trabalho.
Segundo Mandra, o melhor presente que a PRM tem a oferecer ao povo moçambicano é apertar o cerco contra os malfeitores, meliantes e drogados, porque está dotada de capacidade para o efeito.
Para assinalar a passagem da data, cujas cerimónias centrais terão lugar em Maputo, todos os Comandos Provinciais programaram diversas actividades, que incluem a limpeza das campas dos colegas, visita aos membros da PRM internados nos hospitais, reuniões com escolas entre outras.
Segundo Mandra, esta ocasião serve para o governo reafirmar o seu compromisso de elevar o nível de desempenho das forças da lei e ordem, garantir a segurança de pessoas e bens, o clima de paz e tranquilidade pública.
A ocasião serve também para a PRM realizar uma introspecção analítica com vista a apurar o estado da situação do país em matérias de segurança, criminalidade, acidentes de viação, entre outros males que enfermam a sociedade moçambicana.
Participaram na cerimónia, o vice procurador geral da republica, o vice-reitor da Academia de Ciências Policiais (ACIPOL), membros do Conselho Consultivo do Ministério do Interior, Conselho do Comando Geral da PRM, generais, oficiais superiores, comandante da cidade do Maputo, comandante das Forças de Intervenção Rápida (FIR) e demais convidados.

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