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Manifestantes em greve incendeiam carros e atacam fábricas na Índia

Os trabalhadores em protesto destruíram veículos e danificaram fábricas perto da capital indiana, Nova Délhi, esta Quarta-feira (20), no início de uma greve de dois dias convocada pelos principais sindicatos contra os preços elevados no país.

Cerca de 400 trabalhadores grevistas lançaram pedras contra fábricas no polo industrial de Noida, cerca de 16 km a leste da capital, para forçá-las a fechar as portas, disse uma testemunha da Reuters.

A polícia enfrentou os trabalhadores para interromper a violência. Sete carros e um camião dos bombeiros foram queimados e uma dúzia de carros foi danificada.

“Na minha própria fábrica, os grevistas subiram nos portões e paredes, quebraram e levaram computadores, e danificaram a fachada do prédio”, disse Pankaj Sadh, proprietário de uma fábrica, ao canal de notícias NDTV.

A violência espalhou-se pelo país e alguns trabalhadores em greve, irritados em particular com os altos preços dos combustíveis, tentaram retirar os veículos das estradas. Um sindicalista morreu na cidade de Ambala, segundo a imprensa.

Escritórios e fábricas foram fechados em muitos lugares e o transporte foi interrompido. No entanto, Nova Délhi e Mumbai, centro de negócios da Índia, praticamente não foram afectadas e os mercados financeiros estavam abertos.

A greve acontece enquanto o governo prepara-se para apresentar um orçamento de austeridade ao Parlamento e ao mesmo tempo que enfrenta um grande escândalo de corrupção num negócio de compra de armas.

O Parlamento inicia a discussão sobre o orçamento Quinta-feira, e o governo deve apresentar o seu plano de despesas para o ano fiscal 2013/14 (Abril-Março), próxima semana.

Várias autoridades disseram à Reuters que o governo planeia cortar gastos públicos em até 10 por cento para evitar um rebaixamento do rating de crédito soberano, apesar de a medida possivelmente ter como consequência mais problemas económicos no curto prazo.

O governo também precisa de enfrentar as acusações por parte da polícia italiana de que os funcionários do grupo de defesa Finmeccanica pagaram subornos num acordo de 750 milhões de dólares para vender helicópteros à Índia fabricados pela sua subsidiária anglo-italiano AgustaWestland.

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