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Mamparra of the week: PRM

Mamparra of the week: Saqueadores do Estado moçambicano

Meninas e Meninos, Senhoras e Senhores, Avôs e Avós

O mamparra desta semana é a Polícia da República de Moçambique (PRM), que terá contado com os préstimos de Nini Satar, segundo as suas cartas, para estancar a avalanche de sequestros que abala(ra)m o país nos últimos tempos.

Nas cartas que escreveu a Augusto Raul Paulino, o Procurador-Geral da República, Nini Satar explica ao mais alto magistrado do Ministério Público que, por iniciativa e recursos próprios, mesmo encarcerado, e para dissipar eventuais equívocos sobre a associação “maldosa” do seu nome a este nojento fenómeno, desencadeou uma investigação para ajudar a Polícia.

A nossa zelosa PRM, à qual cabe garantir a nossa segurança, afinal de contas não percebe patavina de combate ao crime. Precisa do Nini Satar para identificar, investigar, notificar e prender a escória da sociedade alegadamente envolvida nos raptos!!?

Límpidas como as águas transparentes da fonte da Namaacha, as cartas e os seus anexos demonstram claramente a perícia de Nini Satar na investigação criminal, tarefa que era suposto ser desenvolvida pela Polícia. Feitas as contas, no final, pode-se facilmente concluir que há pessoas que estão no lugar errado. Foram indicadas para um lugar errado. Não sabem o que estão a fazer à frente de cargos altamente sensíveis.

Lidas, as cartas, fica-se com a sensação de que a nossa PolÍcia é inoperante, estática e inerte e que, sem a benevolente ajuda de Nini Satar, muitos crimes e criminosos continuariam por esclarecer e impunes, respectivamente!

“Foi graças a mim, repito: graças a mim que existem raptores já condenados e alguns que aguardam julgamento e outras gangues que a Polícia está no seu encalço. Tudo isso foi fruto da minha estreita colaboração com as autoridades”, lê-se numa das cartas dirigidas ao Procurador-Geral da República, Augusto Paulino.

E como o silêncio é cúmplice, ninguém das altas patentes da PRM tugiu ou mungiu perante as cartas que agora são de domínio público. Até o Procurador-Geral da Polícia nada disse… ou, até que se prove o contrário, nada fez nem mandou fazer com a informação “gentilmente” cedida pelo Nini Satar, agora mais conhecido por INSPECTOR.

Por vezes, como sugerem as cartas, fica-se com a impressão de que Nini Satar deveria chefiar o Departamento de Investigação Criminal da nossa Polícia, em detrimento de polícias do topo que sem a ajuda dele ainda estariam no alto mar a verem navios, como diz o adágio popular.

Alguém tem que pôr um travão neste tipo de mamparices.

Mamparras, mamparras, mamparras.

Até para a semana, juizinho e bom fim-de-semana!

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