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Mamparra of the week: Armindo Chavana

Mamparra of the week: Saqueadores do Estado moçambicano

O Mamparra desta semana é o presidente do Conselho de Administração (PCA) da Televisão de Moçambique (TVM), Armindo Chavana Júnior, que, com os impostos dos cidadãos moçambicanos, nos brindou com mais de sete horas de emissão da cerimónia de celebração do 70º aniversário do “filho mais querido”, o Presidente da República, Armando Guebuza, no canal de todos nós.

Mas esta mamparrada está eivada daquele principio segundo o qual “quando a esmola é grande o pobre desconfia”, pois dias antes, numa dessas visitas que o Primeiro-Ministro, Alberto Vaquina, efectuou a alguns órgãos de comunicação social, o senhor PCA da TVM foi abertamente denunciando como um gestor catastrófico, extemporâneo, caduco, fora de época… e por aí em diante.

Mas o Presidente Guebuza, como não é pobre, não “desconfiou” desta mamparrada, já deveras noticiada como um culto à sua personalidade (dizem que quem não recusa é porque o cultiva) e esteve lá, contando o seu percurso depois do banquete de 1000 convidados servido no palácio da Ponta Vermelha, partilhando os seus 70 anos com o testemunho do Armindo Chavana, para seu gáudio. Quiçá lhe salve o pão…

Para que se saiba, o PCA da TVM é um jornalista daquela casa, desde os idos anos 80, tendo subido gradualmente a escada das categorias profissionais até ser nomeado ao cargo que ocupa, em substituição de um colega seu de primeiras horas (Simão Anguilaze), que esvoaçou muito cedo do posto, assim como voam os patos que acabam de ser degolados.

Chavana, que por acaso também é membro fundador da Mediacoop, a empresa proprietária dos jornais MediaFAX e SAVANA, conhece melhor do que ninguém as prioridades dos factos noticiáveis.

Dias antes, a chuva caiu a granel e deixou milhares de seus concidadãos ao relento, à deriva, no desespero, mas o aniversário do “filho mais querido da pátria” foi o evento mais importante que os que perderam os seus pertences e não têm o que comer. Eles foram relegados para segundo plano…

Esta mamparrada sem igual e que deverá constar, no futuro, dos manuais da bajulação, do “lambebotismo militante”, da “escova”, só pode encontrar paralelo em regimes ditatoriais, no monopartidarismo de que Chavana parece sentir saudades pois o repórter Cremildo Lipangue, na visita do Primeiro-Ministro àquele órgão, engasgou-lhe em nome dos nossos impostos que têm sido maltratados naquele canal, que se espera seja público e não dividido em fatias com o “filho mais querido da pátria”.

E alguns de nós que pensavam que “Nós Matamos o Cão Tinhoso”, como é que devem pensar agora????

Basta deste tipo de Mamparras, mamparras e mamparras.

Até para a semana!

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