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Mamparra da semana: Jorge Khalau

Mamparra of the week: Saqueadores do Estado moçambicano

O Mamparra desta semana é o Comandante-Geral da Polícia da República de Moçambique, Jorge Khalau e o seu “staff” que, na terça-feira, saíram das tocas da Força de Intervenção Rápida (FIR) e puseram-se a dar valentes pauladas aos ex-militares congregados no Fórum dos Desmobilizados de Guerra, que durante 16 anos opôs os “irmãos” do Governo à Renamo.

São vastas e legítimas as reivindicações daqueles moçambicanos que sacrificaram a sua juventude, para em nome de “defesa da pátria”, que por estes e outros dias anda a ver as suas florestas saqueadas, por uns e outros que os mandaram para as matas, a serem tratados como se de vândalos se tratasse.

Que mamparrada é esta que a polícia e o seu “staff” ao mais alto nível andam a presentear-nos?

Que tipo de espectáculo é aquela mamparrada, que não poupou os que passavam pela avenida mais importante da baixa de Maputo, estão a oferecer no cardápio da cidade das acácias?

Daquela força, a FIR, espera-se que, quando a nossa soberania for posta em causa, ou no caso concreto da inoperacionalidade policial para pôr termo aos sequestros que já vêm sujando o cardápio da cidade, seja chamada, para que com toda a prontidão venha pôr um ponto final nesse assunto.

Khalau, recentemenete reconduzido pelo Presidente Armando Guebuza ao cargo de Comandante-Geral da Polícia da República de Moçambique (PRM), quando já tinha expirado o seu anterior mandato, tem a fama de produzir mamparradas capazes de fazer qualquer surdo recuperar a audição, como do tipo, “nós não obedecemos a nenhum juiz” !!!!

Onde estamos nós metidos?

Que tipo de gente é esta?

Quem lhes dá suporte, complacência para tamanhas mamparradas?

Lembre-se que a Liga dos Direitos Humanos já havia exigido que o Presidente da República exonerasse o Comandante-Geral da PRM, Jorge Khalau, por representar uma ameaça aos princípios de Estado de Direito, da separação de poderes, e aos direitos humanos. Estava na origem do pedido o seu comportamento “anti-lei”.

Pelo que parece, o presidente Guebuza não ouviu o tão legítimo e humilde pedido!

Mamparras, mamparras e mamparras.

Até para a semana!

Luís Nhanchote

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