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Malária: Moçambique terá laboratório nacional de referência

Moçambique terá, ao longo do próximo ano, um laboratório Nacional de referência de Malária para melhorar a qualidade do diagnostico desta doença no país. Esta informação foi revelada na quarta-feira, em Maputo, pelo porta-voz do Ministério da Saúde, Leonardo Chavane, à margem da Sexta Reunião Nacional de Malária, que decorre até a próxima quinta-feira.

“Nas unidades sanitárias há testes que são feitos, mas é preciso conferir a qualidade dos mesmos e o laboratório de referência de malária terá essa função. Também vai fazer alguns estudos mais aprofundados sobre a malária, em particular os agentes causadores da malária”, explicou. Chavane referiu que cinco técnicos de laboratório foram seleccionados e, em breve, serão enviados a uma formação de um ano.

“Posteriormente, os técnicos vão formar outros quadros ao nível nacional para flexibilizar o funcionamento do laboratório”, disse. O ministro da Saúde, Ivo Garrido, manifestou-se, na quarta-feira, insatisfeito com a situação do diagnóstico laboratorial da malária em Moçambique, tendo considerado que nos últimos cinco anos não houve avanços neste aspecto. “O diagnóstico laboratorial deixa muito a desejar e não houve muitos avanços”, frisou. Garrido explicou que ainda existem muitos casos de malária diagnosticados com base na sintomatologia, uma situação que está aliada à ainda limitada rede laboratorial e exiguidade de técnicos e agentes de laboratório para satisfazer a demanda imposta pelos utentes dos seus serviços.

“Temos consciência de que uma percentagem significativa dos casos de malária ainda é diagnosticada com base na sintomatologia”, reconheceu. Nas Unidades Sanitárias onde existem laboratórios, os testes levam muito tempo, nalguns casos, os pacientes chegam a esperar uma hora. Para inverter este cenário, o MISAU introduziu, em 2007, os testes rápidos de malária em mais de 90 por cento das unidades sanitária do Sistema Nacional de Saúde. “As vezes, mesmo com laboratórios, somos obrigados a recorrer aos testes rápidos para atender rapidamente os pacientes. Os exames laboratoriais levam tempo porque para ler uma lâmina de plasmódio, bem lida, são necessários no mínimo 30 minutos”, explicou.

De referir que a malária é uma doença endémica em Moçambique e há esforços no sentido de controlar para depois eliminar esta doença causada pelo mosquito anopheles. Moçambique possui neste momento dois centros de investigação da malária, nomeadamente na Manhiça e no hospital do Infulene. No Centro de Investigação da Manhiça está a ser pesquisada uma a vacina contra malária, um trabalho que está numa fase avançada.

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