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Mais salas e água nas escolas de Angoche

O número de alunos que estudam em condições desfavoráveis à sua aprendizagem e leccionação por parte dos docentes devido a degradação das salas de aulas e falta de água potável para o consumo nas escolas do distrito de Angoche vai reduzir significativamente no decorrer do presente ano lectivo escolar.

É que o governo e a Agência das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), patronos da iniciativa Escolas Amigas da Criança, acabam de desembolsar um montante não quantificado para financiar a construção de um total de 42 salas de aulas, segundo dados em nosso poder.

Ainda na mesma iniciativa, um total de trinta furos para abastecimento de água potável serão construídos e serão reabilitados outros seis que, neste momento, se encontram avariados.

As 42 novas salas de aulas bem como as fontes de abastecimento de água serão construídas em dez escolas do ensino primário do primeiro e segundo níveis espalhados nos postos administrativos de Boila, Namitória e Namaponda, e na cidade de Angoche.

Soubemos que o distrito de Angoche inscreveu para o presente ano lectivo escolar um universo de cerca de 98 mil alunos no ensino básico.

No entanto, as condições de ensino não são as melhores, facto que interfere negativamente no processo de ensino e aprendizagem, sobretudo porque as estruturas escolares construídas à base de material precário não oferecem segurança.

Turmas há nas escolas daquele distrito que estudam debaixo de árvores para aproveitar a sua sombra, que, quando escasseia devido ao sol intenso ou registo de queda de chuva, obriga a interrupção abrupta das aulas, comprometendo, consequentemente, o cumprimento dos programas traçados pelos docentes.

O crónico problema da falta de água potável nas escolas para o consumo dos alunos vai ficar para a história na medida que a iniciativa Escolas Amigas da Criança contemplou, neste seu pacote de intervenção, os estabelecimentos de ensino que enfrentam carência daquele precioso líquido.

As autoridades distritais do sector de Educação, Juventude e Tecnologia, em Angoche, referem que a falta de água potável nas escolas tem impacto no aproveitamento escolar e na saúde dos alunos na medida em que são obrigados a abandonar sistematicamente o recinto escolar para, junto das comunidades, procurar o precioso líquido que nem sempre se encontra em boas condições para o seu consumo por falta de tratamento.

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