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Mais de uma centena de oficiais superiores das FADM passam à reserva

Mais de uma centena de militares, quadros permanentes das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM), passaram, Terça-feira, à reserva, durante uma cerimónia que teve lugar em Maputo.

Trata-se de oficiais superiores das Forças Armadas, com as patentes de coronel, tenente-coronel e major, dos ramos do Exército e Força Aérea, bem como capitão-de-mar e guerra, Capitão-de-fragata e capitão-tenente de Marinha de Guerra.

O grupo integra militares antigos guerrilheiros das Forças Populares de Libertação de Moçambique, bem como das FADM, criadas após a independência nacional.

Na ocasião, o Chefe de Estado-Maior General, Paulino Macaringue disse que os oficiais passam à reserva por um imperativo legal, por terem atingido o limite de idade estabelecido no artigo 164 do Estatuto dos Militares das FADM.

“O artigo 164 do Estatuto dos Militares das FADM, aprovado pelo decreto 46/2006, de 30 de Novembro, especifica de forma clara, os limites de idade de passagem à reserva dos militares dos quadros permanentes nos diferentes postos” disse.

Macaringue frisou que ainda não é uma prática consolidada no seio das FADM que se proceda a passagem à reserva e à reforma num contexto de exercício de um mero acto administrativo.

“Não é, ainda, uma prática consolidada no seio das FADM, que decorrente da aplicação escrupulosa do preceituado no Estatuto Militar, se proceda à passagem à reserva e à reforma, para as diferentes situações previstas num contexto de exercício de um mero acto administrativo normal e que valoriza a dedicação e abnegação devotadas às instituições nos longos anos de carreira militar das FADM” explicou.

Macaringue destacou as qualidades e reconheceu a dedicação e o compromisso dos oficiais que passam à reserva para a causa da pátria moçambicana e do seu povo.

“Muitos de vós ajudaram a construir as forças regulares a partir dos guerrilheiros das Forças Populares de Libertação de Moçambique, essa enorme escola de cidadania, por excelência” referiu.

“Contribuíram para a promoção dos valores da unidade nacional, patriotismo, hierarquia, disciplina, lealdade e apurado senso de dever, atributos indispensáveis para a preservação da ordem e conduta militares, fundamentados única e exclusivamente no mérito de respeito e valorização dos altos interesses da nação moçambicana” acrescentou.

Por seu turno, os reservistas manifestaram o seu orgulho pelo facto de terem participado em diferentes frentes da defesa da integridade territorial em prol do desenvolvimento e engrandecimento do país.

“Na há causa mais nobre de que um cidadão se pode orgulhar como a de consentir sacrifícios e parte da sua vida em prol da defesa do seu país. Partimos para a reserva com o sentimento de missão cumprida” afirmam.

Os mesmos sublinham que estão cientes dos desafios que a vida civil se lhes coloca e garantem que vão contribuir no combate e erradicação da pobreza no país.

Os oficiais também entregaram, num gesto simbólico, o espólio militar composto pelo fardamento e insígnias. Durante o evento, sete oficiais receberam diplomas de honra pelo seu desempenho ao longo dos anos de exercício.

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