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Mais de mil pessoas perderam empregos em Moçambique

A Ministra moçambicana do Trabalho, Helena Taipo, disse na segunda-feira, em Maputo, que mais de mil pessoas perderam os seus empregos no país devido a factores ligados a actual crise financeira internacional.

Falando a imprensa minutos após a abertura de uma reunião conjunta dos ministros responsáveis por Emprego, Trabalho e parceiros sociais da Comunidade de Desenvolvimento da Africa Austral (SADC), Taipo explicou que esta crise não teve um impacto directo na área de emprego, mas que o país sofreu os seus efeitos colaterais.

“Calculamos que acima de mil postos de trabalho foram perdidos por razões ligadas a crise financeira”, disse ela, acrescentando que “a este número pode-se acrescentar mais de cem trabalhadores a serem dispensados pela Procana (empresa que tinha o contrato de produzir biocombustíveis em Massingir) na sequência de rescisão do seu contrato com o Governo e também por causa da crise financeira”. Contudo, a governante disse ser difícil estimar o número real de pessoas que ficaram desempregadas devido a crise financeira porque, apesar de haver empregos perdidos, existe também pessoas contratadas para trabalhar em novos projectos.

Ao nível de toda a região da SADC, a crise financeira afectou sobremaneira a área do emprego, apesar de não ainda não se ter apurado o número real dos trabalhadores prejudicados. Reconhecendo o impacto negativo deste fenómeno nas economias da região, a Ministra do Trabalho disse que este encontro de Maputo, que reúne peritos da área, seja uma oportunidade para os governos, empregadores e trabalhadores encontrarem uma visão sobre como mitigar os males do mercado de trabalho regional.

“O sucesso da região austral de Africa depende do contributo que cada um de nós pode dar, quer ao nível tripartido, quanto institucional, em que o relacionamento bilateral e multilateral entre os nossos países deve apresentar-se como a principal ferramenta, sobretudo nesta fase de integração regional “, disse Taipo, dirigindo-se aos peritos da região que estão a preparar a reunião dos ministros com início na Quinta-feira. Segundo Taipo, os discursos dos dirigentes devem reflectir a melhoria das condições de vida dos povos da região.

Por isso, eles devem saber que não basta uma estratégia bem concebida e aliciante, porque esta só é importante se tiver um impacto positivo durante a sua implementação. Nas suas intervenções, os empregadores e os sindicatos da região expressaram a importância do diálogo social entre os governos, empregadores e trabalhadores para o desenvolvimento. Por seu turno, o representante dos empregadores, Tim Parkhouse, defende a necessidade de se estabelecer um maior diálogo nos países onde ainda e’ inexistente.

Segundo Parkhouse, os empregadores estão preocupados em aumentar a produtividade e contribuir para as economias da região, mas isso com base na criação de empregos sustentáveis. Tomando a palavra, o representante da associação dos trabalhadores da região (SATUCC), George Tivani, disse que este grupo social está preocupado com os elevados índices de desemprego e pobreza na comunidade. Tivani também ressaltou a importância do diálogo social e disse que os sindicatos devem inspirar-se nos princípios da SADC, nomeadamente da solidariedade, segurança, direitos da mulher, boa governação, entre outros.

Esta reunião de cinco dias, que decorre sob o lema “Recuperar da Crise Económica e Financeira através do Trabalho Digno e maior Produtividade”, conta com a participação de todos os países membros da SADC, com excepção das Maurícias, Ilhas Seicheles e Madagáscar, este ultimo suspenso da organização apos o golpe de estado contra o presidente democraticamente eleito, Mar Ravalomana.

No seu encontro, que terá lugar apos a reunião dos peritos, os ministros do Trabalho da SADC vão adoptar medidas para mitigar o impacto da actual crise financeira mundial.

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