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Mais de 700 crianças estudam ao relento por atraso nas obras de escola em Caia

Pelo menos 730 crianças estão a estudar em instalações precárias e sentadas no chão em Caia, província de Sofala, devido ao atraso das obras de construção de cinco salas de aula na escola primária de Chabimba.

Segundo o jornal Diário de Moçambique, para além das salas de aula, a empreitada inclui um bloco administrativo, duas residências e dez latrinas. o jornal cita ainda o director provincial da Educação e Cultura de Sofala, Pedro Mbiza, que afirma estar agastado com a situação “Apreciei com desagrado do estágio da construção de salas de aula, pois o processo está atrasado, para além de não cumprimento do caderno de encargos. Na verdade, o empreiteiro deveria ter entregue as obras em Agosto último, mas pelo andar das coisas vi que está longe de conclui-las” — afirmou.

A empreitada foi confiada à empresa Fabião Sebastião Construções, que tem igualmente outras em Caia e Chemba, este último distrito que faz limite com o primeiro. Mbiza disse não perceber o que se está a passar, visto que já foram pagas as duas primeiras tranches, no valor de quatro milhões de meticais de um total de 9.005,588,40 meticais.

Segundo a fonte do Diário de Moçambique, no distrito de Caia aquele empreiteiro tem 15 salas de aula, três blocos administrativos, seis casas para os professores e 30 latrinas. Em Chemba tem o mesmo número de obras. “Não gostei absolutamente nada, porque as pessoas ficam apáticas perante uma situação tão preocupante e dissemos a ele que as justificações não servem, porque assumiu o compromisso de terminar as obras num determinado período” — disse o director provincial da Educação e Cultura de Sofala, referindo que, como medida, os relatórios dos empreiteiros devem ter os vistos dos governos locais distritais, incluindo os directores do seu sector.

Explicou que o que tem acontecido é que os empreiteiros contornam os governos distritais, elaborando os relatórios que não relatam a realidade vivida no terreno sobre o estágio das obras e logo enviam para a Direcção Provincial da Educação e Cultura. A partir de já, segundo disse, ele não aceitará os relatórios que não tiverem os vistos pelos governos locais, que conhecem o estágio em que determinadas obras se encontra.

Para além disso, os fiscais de obras de construção civil devem ter a cultura de controlo Pedro Mbiza visitou o distrito de Caia para se inteirar do curso das actividades enquadradas no programa anual do sector que dirige, nomeadamente o ensino e as obras de construção de infra-estruturas, incluindo a componente equipamentos escolares, como é o caso de carteiras.

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