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Mais de 34 mil litros de combustível apreendidos em Manica e Tete

O contrabando e/ou venda ilícita de combustível em algumas províncias moçambicanas, particularmente na região centro, parece estar longe do fim. A cada semana, milhares de litros são apreendidos, quer em tanque-cisternas, quer em recipientes cujas condições de acondicionamento representam um autêntico perigo para quem comercializa ou compra este produto. Na semana finda, mais 34.128 litros de combustível foram confiscados em Tete e Manica.

Desta quantidade, pelo menos 34 mil litros eram transportados num camião-cisterna que na altura era conduzido por um cidadão de nacionalidade malawiana, que fazia o trajecto Moçambique/Malawi.

O automobilista está a contas com a Polícia da República de Moçambique (PRM) na cidade de Chimoio.

Chegado algures naquela cidade, o visado desviou o camião para um ponto onde “começou a retirar” o produto do tanque-cisterna para os galões com recursos a tubos improvisados, disse Inácio Dina, porta-voz do Comando-Geral da PRM.

A corporação tomou conhecimento da ocorrência e fez-se ao local, onde confiscou tudo o que constituía material do crime, incluído o próprio camião-cisterna, avançou a fonte a que nos referimos, nesta terça-feira (21), no habitual briefing à imprensa.

Em Tete, um outro cidadão malawiano foi preso também por alegado envolvimento no roubo de combustível.

O indiciado, de acordo com Inácio Dina, foi surpreendido a baldear o produto em causa de um camião-cisterna para alegadamente vender a algumas pessoas que já tinham sido previamente contactadas para o efeito.

As autoridades malawianas e as empresas paras as quais os camionistas suspeitos trabalhavam foram colocadas ao corrente da situação, segundo Inácio Dina, para quem a Polícia está a “apertar o certo” no sentido de travar o roubo e comercialização ilegal de combustível, principalmente em condições de perigo para quem o manuseia e prováveis compradores.

Neste contexto, o agente da Lei e Ordem recordou-se da tragédia ocorrida em Novembro de 2016, em Tete, onde mais de 100 pessoas morreram e outras dezenas ficaram gravemente feridas, quando um camião-cisterna explodiu e ardeu na localidade de Caphirizadje, no distrito de Moatize, devido ao presumível roubo de combustível.

Diante deste facto, Dina declarou que seja quem for que estiver envolvido no roubo ou comercialização ilícita de produto, a Polícia não vai fazer vista grossa, sob o risco de deixar o negócio florir como cogumelos.

Não é a primeira vez que a PRM confisca milhares de litros de combustível no país. Uma das apreensões que sugerem que este produto altamente inflamável ainda abunda no mercado informal, aconteceu em Fevereiro passado, nas províncias de Gaza, Inhambane, Manica e Nampula onde foram confiscados 12.733 litros.

Aliás, recorde-se de que cinco membros da Polícia da República de Moçambique (PRM), entre eles uma mulher, foram privados de liberdade, a 27 de Fevereiro último, suspeitos de envolvimento no roubo de pelo menos 9.770 litros de combustível no Parque Industrial da Matola.

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