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Mahel – O romântico “Magoado”

Mahel - O romântico “Magoado”

Mahel
O cantor e compositor moçambicano Ivo Mahel, lançou recentemente o seu sexto álbum de originais intitulado “Magoado”. O álbum é constituido por doze temas entre as quais destaca-se a última faixa do disco, denominada “Samora Machel”. Mahel considera que esta faixa é o cartão de visitas para este álbum. O músico revelou também que anda pouco satisfeito com a forma como alguns promotores de espectáculos encaram a música.

“Queria que o nome do álbum fosse Samora Machel, mas isso não foi possivel, porque a música foi gravada depois de ter sido feito o alinhamento do disco”. Para Mahel esta é uma forma de homenagear aquele que foi o “Nosso Querido Marechal”. Para compôr “Samora Machel”, o músico diz ter se inspirado em uma peça teatral dedicada ao primeiro presidente de Moçambique, apresentada pelo grupo de teatro “Motivo”, em 1986.

Outra música que já detém grande sucesso é “Magoado”, que dá título ao álbum. Segundo o músico, a composição retrata histórias verídicas que acontecem na sua vida, porque a vida dos artistas é também feita de problemas. “Penso que a mensagem vai ajudar as pessoas a refl ectir, no sentido de ter mais respeito para com os parceiros”, explicou, para depois acrescentar que o sucesso da música deve-se em grande parte aos fãs.

Questionado pelo @ Verdade sobre o facto de não fazer parte dos grandes espectáculos que tem acontecido na capital do país, o autor do êxito “Mamã” foi taxativo e peremptório ao responder, dizendo que não aceita a política de pagamentos usada pelos empresários de Maputo. “A minha verdade é que tenho qualidade e quero que isso seja considerado, porque caso contrário, nunca mais volto a cantar em Maputo. Há empresários que estão a subestimar acultura moçambicana”.

Mahel diz que o facto de a sua música se encontrar em quase todas as paradas das rádios nacionais, prova a sua maturidade num percurso que já dura 12 anos.

No seu ataque, o músico vai mais longe ao dizer que há uma ou duas grandes empresas que estão a investir para destruir a cultura. “São empresas que operam na área de telefonia móvel e são bem conhecidas”. O músico acrescentou que por não aceitar ser injustiçado, várias portas já se fecharam para ele, mas, segundo ele “a porta que Deus abre, ninguém pode fechar, da mesma forma que quando Deus decide fechar, ninguém abre. Por isso continuo a trabalhar com muita força”. O músico, disse estar já a trabalhar no próximo álbum que será conhecido ainda este ano.

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