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Mãe e filha detidas por sequestrar uma criança em Maputo

O Comando Distrital de Marracuene, na província de Maputo, deteve, na última quinta-feira (29), duas mulheres, mãe e filha, identificadas pelos nomes de Odete e Isabel, acusadas de sequestrar uma criança de três anos de idade no bairro Abel Jafar.

De acordo com Emídio Mabunda, porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM) na província de Maputo, as indiciadas mantiveram a menor em cativeiro no bairro de Magoanine “C”, na capital do país, como forma de pressionar os progenitores da mesma a pagarem um resgate no valor 300 mil meticais. Com este montante as sequestradoras pretendiam comprar uma viatura.

O esquema de rapto foi orquestrado pelo proprietário do carro em alusão, cujo nome não nos foi revelado pela PRM, que se encontra a ver o sol aos quadradinhos na Cadeia de Máxima Segurança, vulgo BO, há muito tempo. Mesmo encarcerado, o prisioneiro planeou o plano com a sua esposa que responde pelo nome de Graça, que se encontra a monte, segundo a Polícia.

Entretanto, Isabel refuta as acusações que pesam sobre si e alega que foi solicitada pela cidadã que está em parte incerta para que ficasse com a criança de um casal, cujos pais lhe deviam um valor acima referido, para a aquisição do tal veículo, mas o pagamento não era possível porque o cidadão ora preso era uma das partes importantes para o efeito.

“Graça comprometeu-se a desembolsar 200 meticais por semana para a compra de produtos alimentares e cuidados básicos da menor, até os pais liquidarem a dívida. Por isso, cuidei da criança como se fosse a minha própria filha. Não houve cárcere privado”, explicou a indiciada.

O agente Lei e Ordem disse que a corporação está a trabalhar no sentido de descobrir os verdadeiros mandantes do crime, uma vez que o indivíduo apontado como o mentor do delito a partir da cadeia, pode ter uma quadrilha fora dos calabouços e em acção.

“Vamos entrar em contacto com os órgãos da Justiça para obtermos mais informações sobre como é que foi possível um cadastrado continuar a comer diversos crimes, mesmo estando encarcerado”, garantiu Mabunda.

As supostas raptoras mantiveram a menor em cativeiro durante uma semana e foram recolhidas aos calabouços quando levantavam 400 mil meticais que exigiram aos pais da vítima como resgate. A criança regressou ao convívio familiar e goza de boa saúde.

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