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Lixo abunda em Quelimane e o governo provincial “bate palmas”

Na cidade de Quelimane, na província da Zambézia, o lixo tende a rebentar pelas costuras. Os resíduos sólidos e o lixo hospitalar produzidos já não são manuseados de forma adequada, pese embora tenham sido criadas condições mínimas de recolha, por causa da falta de um aterro sanitário, uma vez que o governo provincial nega ceder um espaço para a construção dessa infra-estrutura vital para o saneamento do meio ambiente.

Manuel de Araújo, edil de Quelimane, disse, nesta quinta-feira (15), em Maputo, ao @Verdade, que o dinheiro para construção de um aterro sanitário já existe, mas a ingerência do executivo local impede a materialização do projecto na medida em que não aceita ceder um terreno para o efeito. Por isso, o saneamento do meio naquela urbe ainda é grave e é um perigo à saúde dos munícipes.

O mais caricato, segundo Manuel de Araújo, é que já tinha sido identificado um local para a implantação do empreendimento que iria assegurar a promoção de boas práticas e o bem-estar da população mas o governo provincial de Quelimane inviabilizou o lançamento da primeira pedra, alegadamente porque o mesmo espaço está a alçada da jurisdição de Niquadala, o que é mentira, segundo o mapa do município.

Neste momento, o lixo é depositado em locais impróprios, o que põe em risco a saúde dos citadinos, concorre para a poluição do meio ambiente e para a deterioração das condições de saneamento do meio, que são graves há bastante tempo, garantiu Manuel de Araújo.

Para o nosso interlocutor, se o governo provincial fosse sério já teria encontrado uma solução para resolver o problema a que ele se refere. Outro aspecto que tira sono ao município de Quelimane prende-se com a falta de uma estação de tratamento de resíduos sólidos e das águas negras são canalizadas para o Rio dos Bons Sinais, concorrendo, assim, para a extinção de espécies animais que ali habitam.

Anualmente, despende-se cerca de 60 milhões de meticais só para a questão do saneamento do meio. O valor não inclui as despesas de manutenção dos meios circulantes, formação dos recursos humanos, manutenção de infra-estruturas, dentre outras actividades, o que poderá comprometer a realização de outros projectos, revelou o edil.

“Já remetemos várias cartas ao governo provincial de Quelimane, aos ministérios da Coordenação e da Acção (MICOA) e das Obras Públicas e Habitação (MOPH) a exigir a concessão de um espaço para construção de um aterro municipal, mas até ao momento não há nenhuma resposta. Esta situação está criar condições para a eclosão de doenças diarreicas”, disse ainda Manuel de Araújo.

O edil que Quelimane referiu, também, que para a construção da estação de tratamento de águas residuais são necessários cerca de 150 milhões, valor que a edilidade ainda não possui, mas decorrem acções com vista a conseguir o montante.

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