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Liga Portuguesa: FC Porto perde os primeiros pontos em casa

O líder e tricampeão em título FC Porto perdeu neste sábado os primeiros pontos em casa na I Liga portuguesa de futebol, ao empatar 1-1 na receção ao Nacional, em encontro da 10.ª jornada.

A equipa portista saiu do seu próprio terreno sob assobios do público, que chegou a respirar de alívio quando, aos 52 minutos, Jackson Martinez, com uma cabeçada irrepreensível, pôs os portistas em vantagem.

Mas, apesar da falta de soluções ofensivas diante de uma defesa contrária muito tenaz, a verdade é que o Nacional quase não jogou no meio terreno portista. O problema é que, quando o fez, foi sempre para aproveitar momentos algo trapalhões dos defesas da casa e, num desses, Mario Rondon aproveitou para conquistar um ponto, obrigando a equipa de Paulo Fonseca a ceder dois, o que já havia acontecido na ronda anterior, frente ao Belenenses.

Também muito apupado pelo público no final, o técnico portista, Paulo Fonseca, havida começado a partida promovendo o médio mexicano Herrera à titularidade, tal como o central Maicon, este por impedimento do francês Mangala, suspenso por um jogo.

Manuel Machado, que não pôde contar com o defesa Marçal nem com o médio Aly Ghazal, ambos castigados, apostou numa tática bem recuada, apenas com Djanini na frente. Tão recuada quanto lenta, pois a primeira parte praticamente se resume às tentativas frouxas dos portistas, diante de uma equipa apenas veloz na cobertura do seu território e bastante desacelerada em iniciativa própria.

À exceção de um remate de Varela, aos seis minutos, e outro de Josué, a meio do primeiro tempo, ambos com a bola a passar a centímetros da baliza de Gottardi, o outro registo assinalável foi o único remete do Nacional, aos 34, numa tímida tentativa de Candeias.

Pouco antes do intervalo, os portistas ainda se queixaram de jogada irregular de Sequeira dentro da área, reclamando ter travado um remate de Josué com os braços. Com a segunda parte já em curso, Manuel Machado trocou de avançado, fazendo entrar Mateus para o lugar de Djaniny. Mas, pouco depois, os portistas adiantaram-se no marcador, aos 52 minutos, por Jackson Martinez, que cabeceou com sucesso, a cruzamento de Danilo, desde a direita.

A perder, Machado fez nova alteração, refrescando o ataque com a entrada de Lucas para o lugar de Candeias, ao que se seguiu no protagonista em campo: o colombiano Quintero, regressado de uma lesão, para o lugar de Josué. Apesar de ter mantido o controlo da partida quase toda a segunda parte, uma falha de Otamendi a meio campo permitiu uma investida rápida dos madeirenses e o venezuelano Mario Rondon fez o golo do empate, ao recarregar após um primeiro remate de Mateus, que o mesmo Otamendi havia travado em cima da linha de golo.

Já na fase do tudo por tudo, a cinco minutos do final, Paulo Fonseca trocou Herrera por Ricardo, mas as únicas oportunidades de golo pertenceram a Quintero, através de um potente remate frontal, bem defendido por Gottardi, que nos últimos instantes opôs-se a Jackson, que seguia isolado para a baliza.

Benfica vence Sp. Braga com golo de Matic

O Benfica sentiu muitas dificuldades para levar de vencido o Sporting de Braga, desde logo pela qualidade do adversário, que esteve irrepreensível em termos de organização defensiva, defendendo com duas linhas muito próximas, bloco baixo, compacto, que raramente se desfez ou oscilou, numa marcação zonal extremamente eficaz.

Acresce, ainda, que o Sporting de Braga, que criou a única oportunidade de golo na primeira parte, aos 13 minutos, com Éder a rematar à barra de Artur, quando ganhava a bola e saia a jogar, pela qualidade dos seus jogadores, conseguia iludir a pressão alta que o Benfica exercia no primeiro momento de perda de bola.

A equipa “encarnada” envolveu sistematicamente sete, oito unidades no seu processo ofensivo, mas nos primeiros 45 minutos criou um único lance de perigo, aos 37, na sequência de um lance de bola parada, que culminou com um remate de Matic no coração da área, ao lado da baliza.

Com efeito, o Benfica raramente foi capaz ao longo do jogo de disposicionar a defesa bracarense, que teve nos seus dois centrais, Santos e Nuno André Coelho, dois esteios que dominaram os lances aéreos de forma autoritária, em particular na primeira parte em que o ataque “encarnado” privilegiou os corredores.

Na segunda parte, Jesualdo Ferreira não mexeu no “onze”, visto que o plano estava a funcionar em pleno, só faltando um pouco mais de eficácia nas transições ofensivas, enquanto Jesus decidiu dar mais uma oportunidade ao apagadíssimo Djuricic, que viria a substituir aos 59 minutos, por Rodrigo.

O Benfica alterou um pouco a estratégia, privilegiando menos o jogo pelos corredores e optando por tentar romper pelo meio e com a bola rasteira ou em lançamentos para as costas da defesa bracarense para aproveitar as diagonais de Markovic e Gaitan. Aos 50 minutos, uma diagonal do sérvio resultou em cheio, isolando-o na área frente a Eduardo, mas aquele dominou mal a bola e desperdiçou oportunidade soberana.

O jogo estava complicado para o Benfica, porque o Sporting Braga mantinha-se compacto e a ter o controlo do jogo, além de se mostrar cada vez mais afoito nas saídas para o ataque. Seguiu-se a cartada Ivan Cavaleiro, sacrificando Markovic, na esperança de que o jovem “encarnado” pudesse mexer com o jogo e fazer a diferença.

Ora, o fator desequilibrador da partida acabou por ser Matic, que até fez uma exibição global modesta, não vivendo momento alto de forma, mas no momento decisivo disse presente e fez a diferença num rasgo individual.

O médio defensivo do Sporting de Braga até estava a fazer um grande jogo, mas, aos 73 minutos, perdeu uma bola em zona proibida para Matic, que teve o mérito de saber aproveitar esse deslize com um remate cruzado na área e fora do alcance de Eduardo.

O Sporting de Braga fez uma exibição conseguida em termos coletivos, mas acabou por pagar um preço demasiado alto por um erro individual, de um jogador que até estava a realizar uma boa exibição.

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