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Liga Portuguesa: Águias sem inspiração empatam na Luz

O Benfica foi o primeiro dos candidatos ao título português de futebol escorregar, ao empatar em casa com o Vitória de Setúbal que quebrou uma série de 13 triunfos seguidos dos encarnados no campeonato.

Ainda sem o lesionado Jonas, o treinador do Benfica optou por colocar Pizzi atrás do ponta-de-lança Mitroglou em vez de Gonçalo Guedes, utilizado em Tondela. E a verdade é que esta se revelou uma aposta errada, pois Pizzi raramente foi capaz de vir atrás buscar jogo, o que na prática deixou o ataque encarnado entregue à teia defensiva sadina, que preencheu muito bem o espaço central, onde brilharam Fábio Pacheco e Mikel Agu.

Os sadinos obrigaram a que o futebol do Benfica fosse previsível e incapaz de abrir espaços para que os alas e os laterais desequilibrassem. Mas não se pense que com esta estratégia os setubalenses foram uma equipa remetida à defesa. Nada disso. Isto porque sempre que podia tentava sair para o ataque com passes para as costas da defesa encarnada, destacando-se João Amaral, jogador que na época passada alinhava no Pedras Rubras do Campeonato de Portugal, que criou a primeira situação perigosa, quando se isolou, só não marcando porque pela frente lhe apareceu Júlio César.

O Benfica procurava os remates de longe e só na sequência de um canto Mitroglou criou perigo, iniciando o festival Bruno Varela, guarda-redes dispensado pelos encarnados, que voltou a aplicar-se a um cabeceamento de Pizzi.

O empate ao intervalo era justíssimo e, sentindo isso, Rui Vitória procurou mudar posicionamentos e pediu à equipa para jogar com mais velocidade e ao primeiro toque. De facto, os encarnados reentraram bem melhor, mas sem se aproximarem da baliza sadina com perigo claro.

Só que o V. Setúbal não se intimidou e começou por dar o primeiro sinal quando André Claro obrigou Júlio César a grande defesa. Era o aviso para o que havia de surgir aos 66 minutos, quando Frederico Venâncio desviou um livre lateral de Nuno Pinto e abriu o marcador.

Era um golpe terrível para o Benfica, que tinha pouco tempo para dar a volta e ainda por cima tinha pela frente um guarda-redes inspiradíssimo, como se provou logo a seguir ao 1-0 a parar uma cabeçada de Raúl Jiménez.

Rui Vitória lançou depois Carrillo e Gonçalo Guedes e foi o português a agitar o jogo: primeiro a conquistar um penálti dois minutos após ter entrado, que Jiménez aproveitou para empatar; e depois a arrancar um livre do qual podia ter saído o 2 a 1. O livre de Grimaldo obrigou Bruno Varela a dar espectáculo e na recarga Lindelöf rematou à barra.

Nessa altura, os sadinos já não saíam para o ataque face à pressão dos benfiquistas, que já jogavam com o coração. O Benfica deixou escapar dois pontos à 2ª jornada, mas ainda assim tem mais um do que na época passada. O Vitória de Setúbal promete ser um caso sério.

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