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Líbia: pelo menos 17 mortos em ataque contra Misurata

Pelo menos 17 pessoas morreram e mais de 70 ficaram feridas nas últimas horas em intensos bombardeamentos das forças leais ao regime do coronel Khadafi contra a cidade de Misurata, informa a Al Jazira citando fontes das forças rebeldes populares.

De acordo com os populares rebeldes, as forças de Khadafi dispararam esta segunda-feira de madrugada vários mísseis e obuses a partir de carros de combate contra aquela localidade. Os líderes rebeldes advertem a comunidade internacional que a cidade vai “viver um verdadeiro massacre” se os aliados não actuarem com mais determinação. Seis pessoas morreram e 47 ficaram feridas ontem naquela cidade, o único bastião rebelde no oeste do país, onde o regime tenta impedir a saída de refugiados por mar após um cerco de quase dois meses. A população, apanhada entre o fogo cruzado e cada vez com menos comida, espera uma aberta nos combates para poder fugir num dos barcos que estão a ajudar os refugiados a fugir.

As forças de Khadafi costumam lançar os seus ataques às primeiras horas da manhã e ao começo da noite e ficam escondidas durante o resto do dia, para evitar os aviões da NATO, segundo alguns residentes de Misuta. Quando se cumpre um mês da aprovação da resolução do Conselho de Segurança da ONU que autorizou o uso da força na Líbia para protecção dos civis, os rebeldes – munidos de pouquíssimo armamento moderno – parecem incapazes de manter as posições anteriormente conquistadas sem a ajuda da coligação internacional.

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, voltou a sublinhar, porém, que não haverá uma intervenção terrestre, apenas aérea. Esta semana, Cameron, a par com os Presidentes Barack Obama (EUA) e Nicolas Sarkozy (França) expressaram num artigo conjunto publicado em quatro diários internacionais que as operações devem continuar, a fim de acelerar a saída do ditador Muammar Khadafi e a transição para um regime democrático.

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