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Líbia: forças de Khadafi não cumprem cessar fogo e bombardeiam Bengasi

Bombardeamentos sacudiram na manhã deste sábado o sudoeste da cidade líbia de Bengasi, o grande bastião dos rebeldes, e um avião militar sobrevoou a cidade antes de uma série de novas explosões, constataram jornalistas da AFP, no terreno.

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Uma série de quatro explosões, num curto espaço de tempo, foram ouvidas a partir do centro da cidade, depois de o Conselho de Segurança da ONU ter decidido anteontem uma interdição do espaço aéreo. Várias colunas de fumo negro elevaram-se numa zona que poderá ser uma zona de habitações.

Após estes bombardeamentos, um avião militar sobrevoou a cidade a baixa altitude, às 06h40 de hoje, antes de uma nova série de explosões potentes, indica ainda a AFP. A mesma agência noticiosa constatou, por outro lado, que um avião militar foi abatido este sábado de manhã a sul de Bengasi, tendo-se despenhado no solo.

Há igualmente relatos de ataques às cidades de Misurata e Ajdabiya. Antes destes ataques, o governo de Khadafi tinha acusado as forças rebeldes de violarem as tréguas de cessar-fogo ao se terem mobilizado para defenderem o bastião de Bengasi.

O governo líbio negou, porém, quaisquer ataques. “Não há nenhum ataque em Benghazi. Tal como dissemos, estamos a respeitar o cessar-fogo”, disse à Reuters Mussa Ibrahim, um porta-voz do governo, citado pela Reuters.

Ontem, o regime de Khadafi tinha anunciado um cessar-fogo. O anúncio foi feito pelo ministro líbio dos Negócios Estrangeiros, Moussa Koussa, em conferência de imprensa, quando a comunidade internacional – mandatada pelo Conselho de Segurança – se preparava para lançar raides aéreos sobre as forças do contestado líder líbio Muammar Khadafi, precisamente com o propósito de as impedir de continuarem a bombardear as cidades “libertadas” pela rebelião ao longo do último mês.

Os líderes do Reino Unido, EUA, França e países árabes aliados deverão encontrar-se ainda este sábado em Paris para discutir as acções a serem levadas a cabo na Líbia à luz da resolução do Conselho da ONU. A decisão de recorrer a “todas as medidas necessárias” – expressão que significa acção militar – foi aprovada por dez votos a favor, e cinco abstenções (Rússia, China, Alemanha, Brasil e Índia).

O Alto-Comissariado para os Refugiados já tinha pedido ontem aos países vizinhos da Líbia que mantenham as fronteiras abertas. Cada vez mais líbios têm saído do país nos últimos dias. Isto que quer dizer que o que foi até agora sobretudo um movimento de estrangeiros no território (a maioria das 300 mil pessoas que saíram eram migrantes) pode transformar-se num fluxo de líbios a procurar refúgio no estrangeiro. O ACNUR e a Organização Internacional para as Migrações pediram mais financiamento para esta operação, “uma das maiores evacuações humanitárias da História”.

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