Para continuarmos  a fazer jornalismo independente dos políticos e da vontade dos anunciantes o @Verdade passou a ter um preço.

Lançado o Plano Nacional de Investimento do Sector Agrário 2013-2017

Foi lançado, esta Sexta-feira (12), em Maputo, o Plano Nacional de Investimento do Sector Agrário 2013-2017, que visa incrementar a produção e a produtividade agrícola,  aumento da competividade, acesso ao mercado, melhoria de infraestruturas e serviços, garantia da segurança alimentar e nutricional, gestão sustentável de recursos naturais, reforma e fortalecimento institucional.

Na ocasião, o Presidente da República, Armando Guebuza, disse que o programa vai fazer com que se transforme a agricultura de subsistência para comercial, através da introdução e massificação célere de novas tecnologias agrícolas melhoradas, bem como no aumento da produção.

Armando Guebuza disse ainda que a agricultura constitui a base de renda de muitos moçambicanos e é o garante da segurança alimentar e nutricional, pelo que urge a necessidade de o Governo e todos intervenientes no processo definam uma cadeia de produção regrada e com condições de mecanização criadas para catapultar o rápido crescimento do sector e da melhoria de vida da população.

A descoberta de recursos naturais, segundo o estadista moçambicano, não vai relegar a agricultura para o segundo plano, uma vez que cerca de 81% da população activa dedica-se ao sector agrário, facto que obriga o Governo a priorizá-lo nos seus programas.

O plano lançado vai impulsionar o rápido aumento da produtividade e seu crescimento, através da melhoria na gestão dos recursos hídricos, prevenção e combate a pragas e doenças, bem como o desenvolvimento de variedades agrícolas melhoradas para o aumento do rendimento das culturas, adicionando, desta forma o valor nutritivo para redução da desnutrição nas mulheres e crianças, segundo Guebuza.

Por sua vez, o embaixador da União Europeia em Moçambique, Paul Malin, disse que a instituição que dirige compromete-se a apoiar a materialização do plano com a concessão de 250 milhões de dólares, o que irá trazer mudanças do sector agrário ao nível da produção e da comercialização.

Paul Malin sublinhou que o valor a ser alocado será dirrecionado ao fomento do gado bovino, negócios agrários, capacitação da máquina produtiva do Ministério da Agricultura, segurança alimentar, desenvolvimento rural, apoio ao sector privado e sua capacitação, incluindo as pequenas empresas.

Vai igualmente focalizar as suas acções no papel da mulher, juventude e sector privado, este no desenvolvimento rural, projectos de terras e na melhoria da nutrição no período 2012-2015, concluiu Malin.

De referir que se espera ainda com o presente plano aumentar o crescimento médio anual para sete por cento, redução da desnutrição crónica de 44% para 30%, em 2015, e para 20%, em 2020, para além da redução para a metade da proporção das pessoas que sofrem de fome.

Contudo, para materialização do aludido projecto, o Governo necessita de 119 mil milhões de meticais, dos quais somente 20% do montante será por si disponibilizado e os restantes 80% pelos parceiros de cooperação.

As contribuições da União Europeia e dos seus estados membros

União Europeia –130 milhões de dólares para dois programas na área de segurança alimentar e desenvolvimento económico local, que começaram em 2013. Além disto, estão a ser planificadas as intervenções no âmbito do 11º Fundo Europeu para o Desenvolvimento (de 2014 a 2020). O desenvolvimento rural poderá vir a ser uma das duas áreas focais para Moçambique, por isso esperamos que virá uma grande contribuição adicional no futuro.

Bélgica – 26 milhões de dólares, para o apoio ao Plano Nacional de Investimentos, focado para o gado.

Dinamarca – 35 milhões de dólares, para o apoio ao desenvolvimento de negócios agrários e capacitação do Ministério da Agricultura.

Alemanha – não tem uma contribuição adicional, mas já contribui substancialmente através de vários programas de apoio ao desenvolvimento nas zonas rurais.

Irlanda – 16 milhões de dólares para o apoio ao desenvolvimento de negócios agrários e segurança alimentar.

Itália – 16 milhões de dólares para o apoio à agricultura, desenvolvimento rural, desenvolvimento do sector privado e segurança alimentar (em linha com os compromissos do G8).

Países Baixos – 34 milhões de dólares, para o apoio ao desenvolvimento de negócios agrários e capacitação do sector privado, incluindo pequenas empresas.

Austria – um montante indicativo de 4 milhões de dólares adicionais, para o apoio à implementação do Plano Nacional de Investimentos, além dos 4 milhões de dólares já disponibilizados no âmbito do PEDSA.

Suécia – está focalizada no papel das mulheres, jovens e do sector privado no desenvolvimento rural e está explorando apoio descentralizado para o Corredor de Desenvolvimento agrícola de Lichinga-Pemba.

Reuno Unido – 19 milhões de dólares para o apoio à agricultura, projectos de terras e nutrição para o período 2012-2015 (em linha com os compromissos de G8).

Refira-se que a União Europeia e muitos dos Estados-Membros são contribuintes do Orçamento Geral do Estado, por isso, consideram que já dão uma contribuição significativa ao plano de investimentos através do Orçamento do Estado.

Share on facebook
Facebook
Share on google
Google+
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn
Share on pinterest
Pinterest

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Related Posts

error: Content is protected !!