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La Liga: Barcelona com a mão na taça após derrota do Real em casa

O Barcelona não jogou bem, mas fez o suficiente para vencer o Villarreal por 1 a 0 fora de casa e disparou na liderança do Campeonato Espanhol. Com a derrota do Real Madrid frente o Sporting Gijón no jogo que abriu a 30ª jornada este sábado, a equipe catalã aumentou para oito pontos de vantagem com oito jogos para o encerramento da temporada.

Com Lionel Messi no banco, poupado depois de lesionar-se num amistoso da seleção argentina no meio da semana, e com os desfalques de Xavi, Pedro e Puyol, a equipa catalã enfrentou muita dificuldade no primeiro tempo. No ataque Ibrahim Afelaay e Thiago Alcântara, filho do brasileiro Mazinho, tentavam sem sucesso furar a defesa do Submarino Amarelo. Na equipa da casa, foi o italiano Giuseppe Rossi que teve a melhor chance do primeiro tempo. Após aparecer na frente da baliza, ele tentou o drible em Victor Valdés, mas o guarda-redes acabou roubando a bola.

Já a segunda etapa foi mais movimentada, e o Barcelona foi para cima com a entrada de Messi aos 8 minutos. Mesmo com uma atuação modesta, o melhor do mundo deu novo sangue à equipe, que passou a pressionar. Para os donos da casa, o melhor em campo já era o guarda-redes Diego López, que fez belas defesas na esperança de manter o empate.

Aos 23 minutos, porém, aconteceu o golo catalão. Após um pontapé de canto, a bola desviada sobrou para Gerard Pique na pequena área. Com categoria, ele teve tempo para dominar no peito e fuzilar Diego López. Em desvantagem, o Villarreal – que contou com Nilmar no segundo tempo – foi para cima, teve oportunidades, mas não chegou a incomodar o Barcelona, que agora se prepara para o duelo com o Shaktar Donetsk pela Liga dos Campeões.

Real derrotado em casa

Pouco depois de homenagear Ronaldo com um troféu pelos serviços prestados em sua passagem na capital espanhola, a equipe merengue caiu diante do Sporting Gijón por 1 a 0, e viu as suas chances de título diminuírem consideravelmente e ainda permitiu a quebra de uma incrível invencibilidade de 150 partidas do técnico José Mourinho como mandante em campeonatos nacionais.

O técnico não perdia em seus domínio desde fevereiro 2002, quando comandava o Porto. Ainda com o clube português, iniciou uma série espetacular que se estendeu em suas passagens por Chelsea, Internazionale e que vinha durando também no Real. Se para ele o resultado foi mau, para o clube foi ainda pior.

Mourinho entrou com uma equipa bem modificada, já que tinha desfalques de Marcelo, Xabi Alonso, Cristiano Ronaldo e Karim Benzema. Já o Gijón, que havia dificultado a vida para o Barcelona com um empate que encerrou a série recorde de vitórias do clube, compactou suas linhas de marcação e foi obtendo resultado. Sem algumas estrelas, Mourinho apostou em Ángel di María e Mesut Özil, mas ambos não foram bem.

Com o jogo amarrado e pouco atrativo, a bola não chegava para Emmanuel Adebayor, mesmo com a gradativa rotação de posição dos homens do meio-campo com o passar dos minutos. O Sporting Gijón tão pouco produzia. No entanto, chegou com perigo no fim da etapa inicial, com Barral, que chegou a driblar Casillas, mas ficou sem ângulo para concluir.

O segundo tempo começou movimentado, com o Real Madrid – mesmo que de maneira desorganizada – mais incisivo. Gonzalo Higuaín, que fez sua reestreia após longo tempo afastado por conta de lesão, teve grande oportunidade aos 14 minutos, mas chutou em cima de Pablo. Pouco depois, Adebayor desviou o cruzamento de Di María, mas o togolês não teve tanto sucesso na conclusão.

A falta de objetividade do Real foi punida aos 33 minutos. Las Cuevas recebeu na entrada da área, ajeitou e bateu cruzado, rasteiro, sem chances para Casillas. O gol mexeu com o Real Madrid, que passou a pressionar o Gijón intensamente. Sami Khedira teve grande chance aos 37, mas a defesa afastou em cima da linha.

Os merengues ainda insistiram: Adebayor perdeu chance incrível, a zaga tirou uma bola em cima da linha e o empate não veio. A festa que começou com os madridistas terminou em vermelho e branco, cores do Gijón. Ou até em azul e grená, cores do Barcelona.

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