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Justiça congela parte das reservas argentinas nos EUA

A Justiça americana embargou parte das reservas do Banco Central da Argentina nos Estados Unidos, informou nesta terça-feira, em Buenos Aires, o ministro da Economia, Amado Boudou, precisando que a medida envolve, inicialmente, 1,7 milhão de dólares, e não pode superar os 15 milhões.

“Neste momento, o embargo implica 1,7 milhão de dólares e, em nenhuma circunstância, poderá superar os 15 milhões”, disse Boudou, esclarecendo que a decisão adotada pelo juiz federal dos Estados Unidos Thomas Griesa envolve o litígio em torno dos chamados “fundos podres”. “Quero minimizar o que fez Griesa hoje”, disse o ministro em entrevista coletiva, lembrando que em outras oportunidades o mesmo magistrado já determinou o congelamento de fundos argentinos, posteriormente liberados.

A informação foi confirmada pelo fundo de investimentos Elliott Management, que apresentou a ação, e o embargo envolve o dinheiro que o BC argentino tem depositado em Nova York. “Recebemos hoje a informação sobre o embargo decretado pelo juiz Thomas Griesa sobre todos os bens do Banco Central argentino em Nova York”, explicou o porta-voz da Elliott Management, sem confirmar o valor envolvido.

Com a ordem de embargo em seu poder, o Elliott Management poderá agora identificar os ativos do Banco Central argentino em Nova York, destacou o porta-voz do fundo. O Elliott Management é um fundo de investimentos que comprou 2 bilhões de dólares da dívida argentina em ‘default’, e luta para receber o dinheiro desde 2005. O fundo conseguiu em abril de 2009 bloquear, durante alguns meses, os depósitos da embaixada argentina em Paris, mas a medida foi finalmente suspensa pela justiça francesa.

O embargo ocorre no momento em que a presidente argentina, Cristina Kirchner, e o titular do Banco Central, Martín Redrado, mantêm uma queda-de-braço sobre o uso de recursos do Tesouro para pagar a dívida pública. Redrado se nega a entregar ao governo 6,569 bilhões de dólares de reservas do Banco Central para formar um fundo especial para o pagamento da dívida externa em 2010.

Ao comentar a decisão da Justiça americana de congelar dinheiro do BC, o ministro Boudou disparou contra Redrado, a quem se referiu como “ex-presidente do Banco Central. “Parece que os (detentores de) fundos podres têm escritórios e representantes em Buenos Aires, inclusive dentro dos órgãos do Estado, e parece que estão defendendo os interesses dos fundos podres”, disse Boudou em clara referência a Redrado, destituído por Kirchner mas mantido no cargo por decisão da Justiça argentina.

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