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Junta do Mali caça “mercenários” no meio de tiroteios na capital

Ouviu-se tiros, esta Quarta-feira, em Bamaco, a capital do Mali, no terceiro dia de confrontos entre a junta militar e os soldados leais ao governo recentemente deposto, o que obrigou os moradores a fugir.

Uma fonte malinesa de segurança disse à Reuters que os soldados da junta estão a pedir à população para deixar os seus imóveis a fim de permitir as buscas por militares, inclusive supostos mercenários estrangeiros, que estariam a preparar um contragolpe.

“Estamos a procura das boinas vermelhas”, gritou um soldado da junta, referindo-se à guarda presidencial, antes de disparar o seu rifle para cima.

Tiros foram ouvidos também nos arredores da emissora estatal, onde há intensos combates, desde Segunda-feira. “A retirada destina-se a permitir o trabalho dos soldados que estão no processo de varrer a cidade em busca de mercenários que infiltraram-se entre a população”, disse a fonte de segurança, pedindo anonimato.

Uma testemunha da Reuters também presenciou um tiroteio no centro de Bamaco, onde os edifícios administrativos foram desocupados e os moradores fugiam a pé e de carros.

Na noite da Segunda-feira, os membros da guarda presidencial atacaram vários locais estratégicos na capital e arredores, numa aparente tentativa de derrubar a junta militar que tomou o poder a 22 de Março.

Os moradores disseram ter ouvido disparos de armas automáticas vindos do campo de treinamento da guarda presidencial no bairro de Sebenicoro, na zona oeste, depois de uma coluna de tanques e blindados da junta ter avançado para tentar controlar o local.

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