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Feira de Xadrez reúne mais de uma centena de jovens praticantes na Universidade Politécnica

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A Universidade Politécnica acolheu, recentemente, no Campus de Maputo, a segunda edição da Feira de Xadrez, uma iniciativa organizada pela Chessment, em parceria com a Dondza e com o apoio da Federação Moçambicana de Xadrez.

O evento reuniu mais de 100 jogadores das categorias Sub-6, Sub-8, Sub-10, Sub-12, Sub-14, Sub-16 e Sub-17, um número superior ao registado na edição anterior. Para além da vertente competitiva, a iniciativa visa contribuir para o desenvolvimento do xadrez em Moçambique, incentivando a participação de novos praticantes, a realização de competições e a formação de jovens atletas desde os escalões de iniciação.

Na ocasião, a directora de Cultura, Desporto e Assuntos Estudantis da Universidade Politécnica, Paula Lobo, realçou que o xadrez constitui uma importante ferramenta para a formação das crianças e dos jovens, por desenvolver competências e valores que ultrapassam o contexto competitivo.

“Entendemos que o xadrez, mais do que um simples jogo, é uma escola de pensamento. Incute nos jogadores respeito, disciplina e, sobretudo, respeito pelo adversário, além da capacidade de tomar decisões rápidas e sob pressão. Estes são ensinamentos para a vida. Tivemos aqui crianças muito pequenas e acreditamos que estes valores, quando são incutidos desde a tenra idade, constituem uma verdadeira escola para a vida, e isso faz parte também da nossa missão”, observou.

Segundo o presidente da Chessment, Leonardo Nhaúle, o projecto procura demonstrar que é possível organizar competições regulares de xadrez em Moçambique e criar oportunidades para que um número crescente de crianças e jovens tenha contacto com a modalidade desde os primeiros escalões.

“O nosso objectivo é começar pelos mais novos e acompanhá-los até à fase adulta, criando oportunidades de participação desde o Sub-6 até ao Sub-17. Queremos, acima de tudo, mostrar que o xadrez pode ser organizado e que é uma ferramenta para desenvolver uma mente preparada para enfrentar desafios”, referiu.

Leonardo Nhaúle acrescentou que esta segunda edição reuniu mais participantes do que a anterior, ultrapassando a marca dos 100 jogadores, e manifestou a expectativa de que as próximas iniciativas continuem a atrair mais representantes e contribuam para o crescimento da modalidade no País.

Por sua vez, o presidente da Dondza, João Farisse, salientou que o xadrez constitui uma importante ferramenta de desenvolvimento humano, ao promover, simultaneamente, o fortalecimento das capacidades cognitivas e a formação de valores nas novas gerações.

“Acreditamos que o xadrez é uma modalidade que ajuda a desenvolver não só as capacidades cognitivas das crianças, mas também os valores que transmite, que vão permitir que as futuras gerações estejam melhor preparadas para concretizar os seus projectos de vida”, defendeu.

A feira contou para atribuição de rating da Federação Internacional de Xadrez (FIDE), permitindo que muitos participantes activassem, pela primeira vez, o seu rating internacional e obtivessem o respectivo FIDE ID.

Entre os participantes, Elmirah Ismael, da categoria Sub-17, considerou que a iniciativa constitui uma oportunidade para aplicar os conhecimentos adquiridos durante a aprendizagem da modalidade e competir com outros jovens.

“A minha experiência está a ser muito boa. É uma oportunidade muito valiosa poder praticar e executar aquilo que aprendi durante as aulas de xadrez. É muito importante para nós, jovens, termos esta oportunidade aqui em Moçambique de poder jogar xadrez, que é uma excelente modalidade”, afirmou.

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