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Januário Soca já não é director do Trabalho

Antes de completar trinta dias como governador da Zambézia, Francisco Itai Meque, já mexe o governo do seu antecessor, agora vice-ministro das Obras Públicas e Habitação. Só para lembrar, Itai Meque, no seu primeiro discurso, teria dito que não vinha tirar ninguém, mas deixou claro que aqueles que não mostrasse trabalho iriam sair sozinhos.

Uma semana depois, o governador começou a realizar uma ofesiva político e organizacional nas direcções provinciais e uma destas foi a do Trabalho, que até ao dia 5 de Fevereiro corrente era dirigido por Januário Soca.

Lembrem-se dos contornos desta visita na edição 736

Se naquele dia de tomada de posse, o governador não assumiu a pergunta de um jornalista segundo a qual se ele iria permanecer com dirigentes inoperantes, agora tudo saiu a nú. Januário Soca foi corrido num despacho da ministra do Trabalho, Maria Helena Taipo, datado do dia 5 de Fevereiro. Ao fazer isso, Taipo quis sim limpar a pálida imagem que o sector tinha nesta parcela do país. Uma direcção com um director (in) coerente e (in)competente, que não conseguiu convcencer o governador Itai na sua primeira visita. Gaguejou para responder com todas perguntas.

Para o seu lugar, foi já nomeado Julião Alfredo Sigauque, vindo do ministério onde desempenhava funções de inspector. Sigauque, já tomou posse na última sexta-feira naquela que foi a primeira Sessão Ordinária do Governno da Zambézia.

Eis os recados do governador

Januário Soca agora é uma carta fora do baralho para Itai Meque. Se em cinco anos fez muito ou fazia muito no governo de Carvalho Muária, este esforço foi valorizado pelo actual chefe do executivo da Zambézia, em apenas dois minutos. Não houve espaço para largos elogios, talvez por causa daquilo que o governador viu na direcção onde Soca era chefe. Ainda presente na sala, naquela que foi a sua última aparição, Soca, nem sequer se mexeu. Ficou calmo e depois de ver a investidura do seu sucessor, abandou. Via-se no seu rosto um transpirar, numa sala daquelas do governo com um sistema de frio altamente.

Era o fim das mordomias. E para o novo director, Itai Meque, exigiu logo a primeira que ele (DPTrabalho), proponha a nomeação de um chefe do Departamento de Administração e Finanças (DAF), em pouco tempo, para que segundo o governdor, as contas do Estado tenham registo. Mas Sigauque recebeu também como recados, criar um banco de dados convista a registar o número de trabalhadores que a província fôr admitindo.

E não só isso, ao novo director de Trabalho, foi lhe dito para não ser egoísta e sempre deve criar espaço de diálogo com os trabalhadores, o que não existia no reinado de Januário Soca. Mais adiante e na mesma senda de recados, o governador da Zambézia, pediu não só ao empossado, mas para todos membros do seu governo para que não sejam egoistas. Porque na óptica do Itai, o “egoísmo turva as relações”-estivemos a citar suas palavras, para quem “um chefe egoísta não alcança sucessos”- concluiu.

Lembre-se que Januário Soca era um dos mimados no governo de Muária, razão pela qual com a saida deste para o cago de vice-ministro, parece ter deixado Soca sem norte, sem protecção, enfim, tornou-se assim no primeiro inoperante a cair fora no governo de Francisco Itai Meque, antes dos primeiros trinta dias como governador. Será que era apenas Soca? Aguardemos, porque por aquilo que se vê, ha muitos que não estão em condições de entrar na corrida de Itai, mas o tempo dirá tudo.

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