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ISRI gradua 151 finalistas

O Instituto Superior de Relações Internacionais (ISRI) graduou esta quinta-feira, em Maputo, 151 finalistas com o grau de licenciatura nos dois cursos de leccionados por esta instituição pública de ensino superior. Trata-se de 92 finalistas de Relações Internacionais e Diplomacia, enquanto que os restantes 59 são do curso de Administração Pública, que foram graduados numa cerimónia orientada pelo Chefe do Estado, Armando Guebuza.

Falando durante a cerimónia, Guebuza debruçou-se sobre o papel desempenhado pela diplomacia na edificação e consolidação da paz e segurança dos povos, bem como para o desenvolvimento. “Em 1968, por exemplo, não só usamos a nossa diplomacia para articular as razões que nos tinham levado a pegar em armas, como usamo-la para explicar ao mundo a génese e os objectivos da crise que fora propositadamente instalada no nosso seio, bem como para despertar a comunidade internacional para as reais razões políticas, diplomáticas e militares por detrás da construção da Hidroeléctrica de Cahora Bassa”, disse Guebuza.

“Depois do golpe de Estado de 25 de Abril de 1974 em Portugal, a nossa diplomacia teve um papel de grande relevo na denúncia, junto da Organização da Unidade Africana e da Organização das Nações Unidas, das tentativas de realização de um referendo e de forja de uma independência sem descolonização”, acrescentou o estadista moçambicano. Igualmente, Guebuza falou do papel da diplomacia moçambicana na busca e consolidação da paz, reconciliação e desenvolvimento nacional e regional.

“Hoje, a nossa agenda nacional é de luta contra a pobreza, do Rovuma ao Maputo e do Índico ao Zumbo, no campo e nas zonas urbanas”, disse Guebuza, para de seguida acrescentar “uma vez mais, a diplomacia tem um papel de grande relevo a desempenhar para o sucesso desta agenda, através da articulação do nosso direito de não sermos pobres e de mobilização da solidariedade dos outros povos do mundo”.

Segundo Guebuza, a Administração Pública também tem uma missão a cumprir no contexto desta agenda nacional, pois impõe-se que continue a combater aquilo que considerou de obstáculos ao desenvolvimento, dentre os quais o burocratismo, “espírito de deixa-andar” e a corrupção. “Deve ainda continuar a aprimorar o sentido de servir o nosso maravilhoso que deve caracterizar qualquer funcionário e agente do Estado.

Os graduados em Administração Pública que acabam de receber os seus diplomas devem assumirse como valiosos reforços nesta frente”, apelou Guebuza. A anteceder a cerimónia de graduação dos 151 finalistas, Guebuza inaugurou o novo campus desta instituição superior que desde a sua criação na década de 1980 carecia de instalações adequadas para o seu funcionamento. O novo campus do ISRI foi um dos poucos de uma instituição estatal a ser erguido num bairro suburbano.

A construção desta infra-estrutura contou com o financiamento do Banco Mundial com um montante de nove milhões de dólares. Contudo, este campus, que conta com dois anfiteatros espaçosos e altamente equipados, não dispõe de muitas salas de aula (não chegam 10) e só tem edifícios de um piso. Falando sobre estas infraestruturas, o Reitor do ISRI, Patrício José, disse que as mesmas vão contribuir para a melhoria das condições de trabalho e formação de estudantes. “O ISRI, com os recursos humanos que tem e as novas instalações, está mais motivado a continuar a trabalhar para o bem deste país”, disse José.

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