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Iraque pede a Washington que não interfira em questões internas

O governo de Bagdá disse este sábado que os Estados Unidos não devem interferir na política interna do Iraque, após o vice-presidente americano, Joe Biden, advertir para a suspensão dos compromissos americanos caso persista a violência étnica e religiosa no país.

O vice-presidente Joe Biden deve “transmitir a seu presidente o desejo comum dos iraquianos de querer solucionar seus próprios problemas. Não queremos que outras partes interfiram em nossos assuntos, já que as coisas se complicarão e nada será solucionado”, afirmou o porta-voz do governo Alí Dabbagh.

“Trata-se de uma mensagem importante que ele deve transmitir”. Dabbagh destacou que o Iraque “quer ter boas relações com os Estados Unidos e que compartilha suas preocupações”, mas salientou que os iraquianos “podem resolver seus próprios problemas, como prevê a Constituição, e por meio do consenso entre os grupos nacionais, em particular na região curda e no centro”.

“Penso que já fomos claros sobre isto e que não há qualquer ambiguidade”. Joe Biden disse na sexta-feira que os Estados Unidos podem ignorar os compromissos políticos assumidos com Bagdá se a violência religiosa ou étnica recomeçar no Iraque. “Se a violência recomeçar, ela mudará a natureza do nosso compromisso. Ele (Biden) foi muito direto sobre este ponto”, revelou um alto funcionário americano.

“Se, em razão de ações de diferentes partes no Iraque, o país voltar a cair na violência religiosa ou na violência étnica, será algo que não nos permitirá manter o compromisso, já que não atende ao interesse do povo americano”, disse o funcionário americano, citando Biden.

Este sábado, Biden festejou o 4 de Julho participando da cerimônia de naturalização de 237 soldados, oriundos de 59 países, no antigo palácio de Saddam Hussein em Bagdá. “Nossos diplomatas e civis vão se concentrar em ajudar os iraquianos a fazer o máximo para atingir um compromisso político que abra o caminho à paz e à segurança”, destacou Biden.

Este compromisso – que tarda diante das profundas divergências entre as comunidades iraquianas – deve permitir “instalar um governo capaz de garantir a segurança e oferecer os serviços aos quais tem direito o povo do Iraque”. Utilizando uma linguagem menos formal, Biden concluiu: com esta cerimônia de naturalização, “num palácio de Saddam, aquele filho-*** deve estar a virar-se no túmulo”.

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